O espetáculo ‘A Ilha Profana do Cantagalo’, do Grupo Jurubebas de Teatro, recebe o apoio do Rumos Itaú Cultural. A obra retrata os seres encantados do imaginário popular e será encenada no dia 10 de junho de 2025, no Buia Teatro Company, Rua Dona Libânia, nº 300 – Centro de Manaus. A entrada é gratuita.
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PRODUÇÃO DA PEÇA
A trama envolve fauna e flora regionais, e busca levar ao espectador um olhar sensível e humano aos seres encantados do imaginário popular.
A obra também reflete sobre mitos e lendas da floresta em sua abordagem sociopolítica da região do rio Madeira, trazendo à luz mistérios dos desaparecimentos que ocorrem no meio do rio.
A narrativa incorpora, na cena, corpos dissidentes que mergulharam no universo mítico e simbólico do rio Madeira, na comunidade ribeirinha do Acará, a 208 km de distância da capital amazonense. Foram 10 dias de pesquisa “in loco” com o elenco e os moradores da cidade de Borba e residentes da comunidade, liderada pelo mestre gambazeiro Antônio Miguel.
A peça tem direção geral e dramaturgia assinadas por Felipe Maya Jatobá. “‘A Ilha Profana do Cantagalo’ é um mergulho em um Brasil profundo, em uma Amazônia pouco conhecida. Vivenciamos os principais problemas enfrentados pela comunidade, mas aprendendo com eles que a melhor forma de lidar com as dificuldades é acreditando no território, cantando o dia de amanhã e respeitando os seres de encantaria.”, disse.
Jean Palladino assina a direção de atores. Bacharel em teatro pela Universidade do Estado do Amazonas, é pesquisador em palhaçaria negra na Amazônia, gestor do Casa Barravento e pesquisador na área da performance art.
A obra é estrelada por Paulo Oliveira, Leandro Paz, Robert Moura e a atriz Nicka. “Estamos falando de um território em que as águas do rio Madeira são a divisa entre o tradicional popular e a Amazônia cosmopolita. Vivenciar a realidade da comunidade e contar suas histórias é também resgatar um pouco da nossa identidade cultural”, afirma Robert Moura, ator e produtor do projeto.
O projeto conta ainda com uma criação de rede entre artistas da região Norte do Brasil, onde foram realizadas oficinas de Gambá de Borba com o diretor musical Otávio di Borba; de ritmos afro-amazônicos com a mestra e coreógrafa Mara Pachêco e de grafismo indígena com a multiartista Thaís Kokama.
“Estamos buscando reconhecer a história e as narrativas musicais do Gambá de Borba, mas também dos artistas que ajudarão a construir um espetáculo que dialogue com a comunidade e com o público das grandes cidades, levando um pouco de como o Gambá é uma expressão artística e social das comunidades da Amazônia brasileira”, afirmou Leandro Paz, ator do Grupo Jurubebas.
SINOPSE DO ESPETÁCULO
Uma criança se “encanta” ao descobrir que sua avó é uma rasga mortalha, lenda do folclore amazônico ligada à morte.
A trama que envolve fauna e flora, traz um olhar sensível e humano aos seres encantados do imaginário popular, trazendo mitos e lendas em sua abordagem sociopolítica da região do Madeira, assim como os mistérios dos desaparecimentos que ocorrem no meio do rio.
FICHA TÉCNICA
- Direção Geral e Dramaturgia – Felipe Maya Jatobá
- Direção de Movimento – Talita Menezes
- Direção de Arte – Henrique Dias
- Direção de Elenco – Jean Palladino
- Direção Musical – Otávio Di Borba
- Elenco – Robert Moura, Leandro Paz, Paulo Oliveira e Nicka
- Fotografias – Alonso Jr. e Márcio Oliveira
- Design Gráfico – Pablo Abritta
- Assessoria de Comunicação – Laynna Feitoza
- Oficinas Artísticas – Thaís Kokama, Mara Pacheco e Otávio di Borba
- Mestre Gambazeiro – Antônio Miguel
- Produção Executiva – Robert Moura
- Coord. Produção – Leandro Paz