Manaus, 18 de julho de 2026

Teatro

Foto: Alonso Jr. e Márcio Oliveira
Foto: Alonso Jr. e Márcio Oliveira Foto: Alonso Jr. e Márcio Oliveira

Espetáculo do Grupo Jurubebas de Teatro recebe o apoio do Rumos Itaú Cultural

Obra será encenada no dia 10 de junho de 2025, em Manaus.

Com informações da assessoria

O espetáculo ‘A Ilha Profana do Cantagalo’, do Grupo Jurubebas de Teatro, recebe o apoio do Rumos Itaú Cultural. A obra retrata os seres encantados do imaginário popular e será encenada no dia 10 de junho de 2025, no Buia Teatro Company, Rua Dona Libânia, nº 300 – Centro de Manaus. A entrada é gratuita.

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Foto: Alonso Jr. e Márcio Oliveira

PRODUÇÃO DA PEÇA

A trama envolve fauna e flora regionais, e busca levar ao espectador um olhar sensível e humano aos seres encantados do imaginário popular.

A obra também reflete sobre mitos e lendas da floresta em sua abordagem sociopolítica da região do rio Madeira, trazendo à luz mistérios dos desaparecimentos que ocorrem no meio do rio.

A narrativa incorpora, na cena, corpos dissidentes que mergulharam no universo mítico e simbólico do rio Madeira, na comunidade ribeirinha do Acará, a 208 km de distância da capital amazonense. Foram 10 dias de pesquisa “in loco” com o elenco e os moradores da cidade de Borba e residentes da comunidade, liderada pelo mestre gambazeiro Antônio Miguel.

A peça tem direção geral e dramaturgia assinadas por Felipe Maya Jatobá. “‘A Ilha Profana do Cantagalo’ é um mergulho em um Brasil profundo, em uma Amazônia pouco conhecida. Vivenciamos os principais problemas enfrentados pela comunidade, mas aprendendo com eles que a melhor forma de lidar com as dificuldades é acreditando no território, cantando o dia de amanhã e respeitando os seres de encantaria.”, disse.

Jean Palladino assina a direção de atores. Bacharel em teatro pela Universidade do Estado do Amazonas, é pesquisador em palhaçaria negra na Amazônia, gestor do Casa Barravento e pesquisador na área da performance art.

A obra é estrelada por Paulo Oliveira, Leandro Paz, Robert Moura e a atriz Nicka. “Estamos falando de um território em que as águas do rio Madeira são a divisa entre o tradicional popular e a Amazônia cosmopolita. Vivenciar a realidade da comunidade e contar suas histórias é também resgatar um pouco da nossa identidade cultural”, afirma Robert Moura, ator e produtor do projeto.

O projeto conta ainda com uma criação de rede entre artistas da região Norte do Brasil, onde foram realizadas oficinas de Gambá de Borba com o diretor musical Otávio di Borba; de ritmos afro-amazônicos com a mestra e coreógrafa Mara Pachêco e de grafismo indígena com a multiartista Thaís Kokama.

“Estamos buscando reconhecer a história e as narrativas musicais do Gambá de Borba, mas também dos artistas que ajudarão a construir um espetáculo que dialogue com a comunidade e com o público das grandes cidades, levando um pouco de como o Gambá é uma expressão artística e social das comunidades da Amazônia brasileira”, afirmou Leandro Paz, ator do Grupo Jurubebas.

SINOPSE DO ESPETÁCULO

Uma criança se “encanta” ao descobrir que sua avó é uma rasga mortalha, lenda do folclore amazônico ligada à morte.

A trama que envolve fauna e flora, traz um olhar sensível e humano aos seres encantados do imaginário popular, trazendo mitos e lendas em sua abordagem sociopolítica da região do Madeira, assim como os mistérios dos desaparecimentos que ocorrem no meio do rio.

FICHA TÉCNICA

  • Direção Geral e Dramaturgia – Felipe Maya Jatobá
  • Direção de Movimento – Talita Menezes
  • Direção de Arte – Henrique Dias
  • Direção de Elenco – Jean Palladino
  • Direção Musical – Otávio Di Borba
  • Elenco – Robert Moura, Leandro Paz, Paulo Oliveira e Nicka
  • Fotografias – Alonso Jr. e Márcio Oliveira
  • Design Gráfico – Pablo Abritta
  • Assessoria de Comunicação – Laynna Feitoza
  • Oficinas Artísticas – Thaís Kokama, Mara Pacheco e Otávio di Borba
  • Mestre Gambazeiro – Antônio Miguel
  • Produção Executiva – Robert Moura
  • Coord. Produção – Leandro Paz

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