Manaus, 1 de agosto de 2021

Gastronomia

Foto: Eliena Monteiro/PEM
Foto: Eliena Monteiro/PEM Foto: Eliena Monteiro/PEM

Competição gastronômica: ‘Prova da Farinha Ribeirinha’ tem inscrições prorrogadas

Competição premiará, com dinheiro, melhor prato com farinha da Amazônia.

Com informações da assessoria

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) prorrogou as inscrições para a ‘Prova da Farinha Ribeirinha. A competição gastronômica vai premiar, com dinheiro, o melhor e mais criativo prato feito com farinha da Amazônia. O novo prazo vai até o dia 30 de julho.

A disputa vai premiar com R$1,5 mil o primeiro colocado, com R$1 mil o segundo, e R$ 500, o terceiro.

A Prova da Farinha é uma iniciativa da FAS, realizada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e a Associação dos Moradores e Usuários da Reserva Mamirauá Antônio Martins (AMURMAM). Ação busca incentivar a produção da farinha da Amazônia, do tipo ovinha e mais conhecida como farinha do Uarini, apoiando produtores e agregando valor ao produto.

A competição gastronômica vai escolher o melhor e mais criativo prato feito com farinha da Amazônia. Foto: Eliena Monteiro/PEM

Inscrições

A inscrição sobre a ‘Prova da Ribeirinha’ pode ser feita no site fas-amazonia.com.br/farinharibeirinha ou no link https://abre.ai/cMG3. No site da FAS, há outras informações sobre a prova.

Competição

A competição será realizada em formato totalmente online, permitindo a participação de pessoas de todo o país ou até de fora do Brasil.

A prova é dividida em três fases. A competição começa com as inscrições, até 30 de julho, quando a pessoa inscreve sua receita utilizando a farinha, no site da FAS.

Na próxima etapa, entre 1º e 16 de agosto, dez chefs de cozinha conhecidos por produzirem pratos com a farinha vão selecionar as dez melhores e mais criativas receitas.

Na terceira fase, os selecionados devem gravar um vídeo preparando seu prato com farinha. O material será divulgado no site e redes sociais da FAS, onde, por meio de voto popular, serão escolhidos os vencedores.

Os chefs e jurados da competição são: o proprietário da Cachaçaria do Dedé e do restaurante Terra & Mar, Dedé Parente; Felipe Schaedler (do Restaurante Banzeiro), Thiago Santana (do Ferrugem Rock Gourmet), Debora Shornik (dos restaurantes Caxiri e Biatuwi Casa de Quinhapira), Elisângela Valle (do Tambaqui de Banda), Paulo Fortunato (do Fish Maria), Marcus Pompeu (Casa de Comidas Zuzu), a chef indígena Neurilene Cruz (restaurante Sumimi), a chef Teresa Corção (presidente do Instituto Maniva Ecochef e Embaixadora da Cozinha Brasileira no Senac Rj) e o chef Guga Rocha (que também é pesquisador, escritor e apresentador de TV).

Para o gerente de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da FAS, Wildney Mourão, a iniciativa é uma oportunidade de gerar reconhecimento nacional ao produto amazônico considerado especial. “Com a competição queremos incentivar o uso da farinha e que seja cada vez mais conhecida no Brasil. Queremos proporcionar um maior reconhecimento para um produto tão tradicional e especial em nossa região”, afirmou.

Wildney destacou o valor da farinha para as comunidades ribeirinhas vai além da culinária. “A produção da farinha segue toda uma lógica produtiva alinhado às boas práticas sustentáveis, reforçando o envolvimento social no processo e contendo um diferencial comprovado para qualificar a oferta junto ao mercado. Além disso, segue os conceitos de valorização de produtos tradicionais da Amazônia, como cultivo e origem florestal, respeito ao meio ambiente, às populações tradicionais e seus territórios, comprovados por meio do selo ‘Origens Brasil’, que a Farinha Ribeirinha possui”, disse.

Farinha Ribeirinha. Foto: FAS/Divulgação

Farinha Ribeirinha

Desde 2008, a FAS desenvolve projetos que apoiam a melhoria da cadeia produtiva da farinha entre os ribeirinhos, buscando inovação no processo de fabricação e na qualidade do produto, que beneficia mais de 1,8 mil pessoas em Unidades de Conservação (UC).

A farinha é produzida e empacotada pelos próprios produtores e comercializada com o nome de ‘A Ribeirinha’, recebendo apoio técnico da FAS, com recursos do Fundo Amazônia/BNDES e do Ministério Público Federal do Amazonas.

Atualmente, o produto é comercializado em supermercados de Manaus e por meio do site da Americanas, com distribuição para todo país, através do projeto Jirau da Amazônia, canal de comercialização de produtos da floresta com toda venda revertida para os produtores ribeirinhos.

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