Manaus, 18 de julho de 2026

Cultura

Foto: Alonso Jr
Foto: Alonso Jr Foto: Alonso Jr

Projeto leva oficinas gratuitas e transformação social ao interior do Amazonas

Neste mês de janeiro de 2026, a programação chega a Coari, Rio Preto da Eva e Iranduba.

Com o objetivo de democratizar o acesso às artes cênicas e fortalecer redes de educação na região norte, o projeto ‘Oficinas formativas em Teatro do Oprimido: possíveis experimentações para narrativas (auto) biográficas no ensino de ciência e a vida’ percorre cinco municípios Amazonenses.

A iniciativa, realizada pelo Coletivo Allegriah, utiliza a metodologia de Augusto Boal para integrar arte, ciência e vivências ancestrais.

As atividades já passaram por Novo Airão e Manaus. Neste mês de janeiro de 2026, a programação chega a Coari, Rio Preto da Eva e Iranduba.

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Foto: Alonso Jr

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TEATRO COMOPOTÊNCIA DE PESQUISA

O projeto é um desdobramento da pesquisa de mestrado da coordenadora Jackeline Monteiro (PPEGEEC/UEA). Segundo ela, a escolha pela estética do oprimido é um compromisso político e pedagógico:

“O Teatro do Oprimido possibilitou enxergar-me como alguém inserido em uma sociedade marcada por fragilidades da qual faço parte. Nesse tipo de metodologia, o objetivo é transformar o espectador passivo em espect-ator, tornando-o protagonista da cena que narra a sua própria realidade. É um espaço de escuta e invenção coletiva”, afirma.

As oficinas não seguem fórmulas prontas, mas adaptam-se ao território. Em Novo Airão, os temas envolveram a preservação da floresta e o meio ambiente. Já em Manaus, no Centro Espírita Casa do Caminho, o foco foi a montagem do espetáculo ‘Um Sonho de Natal’.

O arte-educador e oficineiro Leandro Lopes destaca que a prática funciona como um laboratório de humanidade. Ele utiliza a metáfora da árvore, ensinada por Boal, para explicar a conexão com a Amazônia:

“Na metáfora da árvore, o solo representa a realidade concreta e as raízes são as histórias ancestrais e culturais que nos alimentam. Nas oficinas, essas imagens se transformam em ação pedagógica: cada participante é convidado a reconhecer seu solo e honrar suas raízes”, explica Leandro.

Para o coletivo, o impacto social vai além do palco. “Buscamos que os participantes compreendam que podem propor a continuidade do projeto em suas localidades, tornando-se o que Boal chama de Multiplicadores”, reforça a coordenação.

PRÓXIMAS ETAPAS

O calendário segue intenso. Em janeiro de 2026, o projeto chega a Iranduba (Lar Terapêutico Ágape), Rio Preto da Eva (Centro de Reabilitação Ismael Abdel Aziz) e Coari (em parceria com artistas e produtores locais).

LIVES

Além das oficinas presenciais, o projeto realizará lives em janeiro com doutores e especialistas renomados para debater o teatro na sociedade.

OPORTUNIDADE

Em breve, através das redes sociais oficiais do coletivo Allegriah serão abertas inscrições para monitores aprendizes nas áreas de produção cultural, fotografia, metodologias criativas e social media, ampliando o impacto formativo do projeto no estado.

PROJETO

O projeto é realizado com apoio Governo do Estado do Amazonas via Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo Federal / Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Têm como parceiros a Escola de Egressos (UEA), Grupo de Pesquisa “Vidar em In-tensões” (UEA), Centro Espírita Casa do Caminho, Fundação Almerinda Malaquias, Prefeitura e Secretaria de Cultura de Novo Airão (AM)

FICHA TÉCNICA

  • Jackeline Monteiro – Coordenação Geral, Produção executiva, Oficineira
  • Stivisson Menezes – Oficineiro, Coordenador de Logística, Assistente de Produção, Mediador
  • Vitor Lima– Oficineiro, Assistente de Produção, Mediador.
  • Deihvisom Caelum – Oficineiro, Assistente de Produção.
  • Leandro Lopes – Assistente de Produção, oficineiro
  • Osmarina Lima – Coordenação pedagógica
  • Anna Angelo – Oficineira, Assistente de Produção
  • Francisca Monteiro – Assistente de Produção
  • Eriane Lima – Produtora Cultural e Oficineira, Casa do Caminho
  • Wanessa Leal – Assessoria de Imprensa

Produtores Culturais de Coari

  • Anderson Sena– (Produtor Cultural – Coari)
  • Alan da Silva– (Produtor Cultural – Coari)
  • Iranilton Lopes– (Produtor Cultural – Coari)
  • Deivison Dantas – (Fotógrafo, Captador de vídeo e imagem – Coari)

Produtores Culturais Novo Airão

  • Matheus Isaac– (Produtor Cultural – Novo Airão)
  • Fábio Lucas– (Produtor Aprendiz – Novo Airão)
  • Cleberson – Fotógrafo e Videomaker – Novo Airão

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