Manaus recebe a exposição ‘Graffitigrafismo Amazônico’ a partir desta quarta-feira, 18 de junho de 2025. A mostra entra em cartaz na Galeria de Arte da UFAM (GAU), às 14h30, com visitação gratuita.
A exposição ‘Graffitigrafismo Amazônico’, do premiado artista Raiz Campos, em parceria com a Associação dos Artesãos de Novo Airão e curadoria de Raiz Campos, Paulo Simonetti , vai receber visitas até o dia 18 de julho de 2025, de segunda a sexta, das 12h às 17h.
A GAU está localizada no Centro de Convivência do Setor Norte, 1º andar, no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) no Coroado.
LEIA MAIS
- ‘Copa Sesc de Jiu-Jitsu’ está com inscrição aberta em Manaus
- Flash Club: Nicki French faz show em Manaus em agosto

EXPOSIÇÃO
Raiz Campos apresenta uma técnica inovadora que combina graffiti com grafismos indígenas, criando uma fusão entre arte contemporânea e tradição ancestral.
As obras são pintadas sobre esteiras artesanais de fibra natural (conhecidas como tupés), produzidas por artesãos da Associação de Artesãos de Novo Airão, retratando figuras indígenas e animais da fauna amazônica.
Com efeitos de transparência, as pinturas se integram aos padrões trançados das peças, gerando um resultado visual único.
EXPERIÊNCIA SENSORIAL
Além do impacto visual, a exposição permite que os visitantes toquem as obras, sentindo a textura das fibras e a riqueza do artesanato.
A iniciativa busca uma experiência imersiva e inclusiva, com recursos como textos em braile para pessoas com deficiência visual.
TRAJETÓRIA DO PROJETO
A ideia surgiu de um sonho de Raiz Campos, em que imaginava pintar um mural que, ao se afastar, revelava-se uma enorme esteira indígena.
Desde então, o artista desenvolveu coleções que já percorreram galerias em Washington (EUA), Paris (França), Curitiba, João Pessoa, Fortaleza e Manaus, consolidando o Graffigrafismo como uma expressão artística singular.
SOBRE O ARTISTA
Raiz Campos é um dos principais nomes do graffiti na região Norte, com obras que celebram a Amazônia, sua biodiversidade e culturas tradicionais.
Filho de migrantes nordestinos, Raiz cresceu no interior do Amazonas, na Vila do Pitinga, onde seu interesse pela arte foi incentivada por seu pai e começou a fazer graffiti de forma autodidata. Mudou-se para Manaus com 18 anos e começou a desenvolver seu estilo e jornada profissional. Sua carreira inclui exposições no Brasil e no exterior, além de prêmios como o da Fundação Bunge e reconhecimento no Humboldt Forum (Berlim).
PARCERIA
A exposição é uma cocriação com a Associação dos Artesãos de Novo Airão, grupo que reúne mais de 20 famílias dedicadas à preservação do trançado indígena Baré e especialistas na confecção dos ‘tupés’.
O trabalho deles vai além do artesanato: é um ato de resistência cultural, mantendo viva uma tradição transmitida por gerações.