Manaus, 16 de janeiro de 2022

Cinema

Foto: Divulgação
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Filme ‘Jamary’ ganha dois prêmios nacionais e recebe mais uma indicação para festival

Por Sabrina Rocha

O curta-metragem amazonense ‘Jamary’, dirigido por Begê Muniz, ganhou dois prêmios, no último fim de semana. O filme levou a premiação de ‘Melhor Filme’, na 3ª Mostra do Outro Lado – Cinema Fantástico, e de ‘Melhor Som’, na Mostra Brasis. A produção também recebeu mais uma indicação a um festival nacional.

‘Jamary’ foi eleito o Melhor Filme pelo Júri Técnico na 3ª Mostra do Outro Lado – Cinema Fantástico. A mostra competitiva faz parte do Festival de Cinema de Vitória (FCV). O anúncio dos filmes vencedores da 28ª edição do festival ocorreu no domingo (28/11).

Ainda durante o fim de semana, o curta levou o prêmio de Melhor Som na Mostra Brasis, categoria que faz parte do Festival de Cinema de Sergipe (Sercine).

“Foi surpreendente, porque praticamente os prêmios foram ao mesmo tempo, nesse último final de semana, e são as nossas primeiras premiações, então tem um gosto especial”, destacou Begê Muniz, diretor e roteirista do filme.

‘Jamary recebeu mais uma indicação a um festival nacional. Foto: Divulgação

Indicação

Segundo informações do diretor, até o momento, ‘Jamary’ já recebeu 18 indicações para festivais.

Alguns deles foram: Mostra Fantasteen no Festival Internacional de Cinema Fantástico (Cinefantasy); Festival Digital Curta Campos do Jordão; categoria Curtas-Metragens em Língua Portuguesa no Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela (CineEco); categoria Infantojuvenil do Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM 2021), entre outros.

Agora, o filme disputa a competição de curtas-metragens da Première Brasil, categoria do Festival do Rio.

Begê ressalta a repercussão que a produção audiovisual vem conquistando nas premiações. “Nós torcíamos por isso, por acreditar na história que trata sobre a cultura amazonense e, principalmente, da preservação da floresta Amazônica, mas confesso que está sendo uma surpresa. Ainda mais depois do anúncio da seleção de um festival grandioso como o do Rio de Janeiro”, ressaltou.

Ao Portal Edilene Mafra, o ator amazonense contou que a seleção para o Festival do Rio tem um simbolismo especial.

“Sei da importância dele [Festival do Rio] nacionalmente e internacionalmente, elevando nosso filme a um outro patamar de receptividade. Tem também uma valor emocional, porque foi lá que, em 2012, teve a estreia nacional do meu primeiro longa-metragem como ator, o ‘Floresta de Jonathas’, de Sérgio Andrade”, relembrou.

‘Jamary’ disputa a competição de curtas-metragens da Première Brasil, categoria do Festival do Rio. Arte: Divulgação

Festival do Rio

O Festival do Rio foi criado em 1999 a partir da junção entre a Mostra Banco Nacional e o Rio Cine Festival, eventos que faziam parte do calendário cultural da cidade desde os anos 1980. Desde lá, o evento se tornou um dos mais importantes do mundo e é destino obrigatório para os principais destaques cinematográficos do ano.

A 22ª edição do Festival tem início no dia 9 de dezembro e segue até o dia 19 de dezembro.

‘Jamary’ será exibido no dia 13 de dezembro, às 20h30, no Cinépolis Lagoon, situado na Avenida Borges de Medeiros, 1424, Leblon, Rio de Janeiro (RJ); e também no dia 14 de dezembro, às 16h30, na Estação NET Botafogo, que fica na Rua Voluntários da Pátria, 88, Botafogo, Rio de Janeiro (RJ).

O evento é realizado pelo Cinema do Rio e pelo Cima – Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente, responsáveis pela produção do Festival, realização da Première Brasil e pelo RioMarket, maior mercado do audiovisual da América Latina.

Acompanhe as atualizações sobre o Festival do Rio, no site: http://www.festivaldorio.com.br/ ou pelo Instagram (@festivaldorio).

‘Jamary’, dirigido por Begê Muniz, ganhou dois prêmios, no final de semana. Foto: Divulgação

‘Jamary’

‘Jamary’ é uma obra ficcional de terror ambientada na zona rural de Manaus. No curta, Ane, uma criança, passa as tardes brincando nos arredores da floresta com seus primos. Um dia, ela se depara com Anhangá, espírito indígena que rodeia a sua comunidade.

O filme foi contemplado no Prêmio Manaus Conexões Culturais, que recebeu recursos da Lei Aldir Blanc. Também foi aprovado para receber recursos do ‘Edital Prêmio Manaus Zezinho Corrêa 2021’.

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