Manaus, 18 de julho de 2026

Amazônia

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação. Foto: Divulgação.

Amazônia é destaque no Summit Tour do Festival Iguassu Inova 2025

Edilene Mafra apresentou o Festival de Parintins como vitrine do turismo amazônico.

Da Redação

A Amazônia ganhou destaque no Summit Tour do Festival Iguassu Inova 2025, realizado pelo Itaipu Parquetec, em parceria com a Itaipu Binacional e o Governo Federal, em Foz do Iguaçu (PR). A jornalista e doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia, Edilene Mafra, apresentou o Festival de Parintins como vitrine do turismo cultural amazônico, nessa sexta-feira (24).

No painel Festas, Música e Cultura Popular: Como o Brasil pode transformar patrimônio imaterial em vantagem competitiva, Edilene dividiu o palco com Izabela Fernandes Souza (Kaburé Maracatu) e Karol Duarte (Guiadas Urbanas), em um encontro que explorou como o patrimônio cultural pode impulsionar o turismo sustentável e fortalecer a economia criativa no Brasil.

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Edilene Mafra apresenta o Festival de Parintins como vitrine do turismo cultural amazônico.
Painel debate sobre Festas, Música e Cultura Popular como potencial turístico. Foto: Divulgação.

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O debate reuniu pesquisadores, especialistas, empreendedores e gestores de cultura e turismo para discutir como as manifestações populares podem se consolidar como ativos estratégicos para o turismo e a economia criativa, fortalecendo a imagem do país e sua diversidade como diferencial competitivo.

Cultura amazônica e vantagem competitiva

Em sua apresentação, intitulada Do Patrimônio ao Protagonismo: como o Festival de Parintins transforma cultura, turismo e identidade em vantagem competitiva para a Amazônia, Edilene Mafra apresentou o Festival Folclórico de Parintins como um exemplo emblemático de integração entre cultura, economia e sustentabilidade.

Ela explicou que o festival foi criado em 1965, na cidade de Parintins (AM), para arrecadar fundos para a construção da Catedral de Nossa Senhora do Carmo. Desde 1966, passou a incluir a disputa simbólica entre os bois Garantido (vermelho) e Caprichoso (azul) em um espetáculo que hoje ocupa o Bumbódromo e é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Na edição de 2025, o evento atingiu números recordes: 120 mil visitantes, R$ 184 milhões em movimentação econômica e 29 mil empregos diretos e indiretos.

Parintins, no Amazonas,  em noite de festival. Uma ilha iluminada por cultura, fé e pertencimento.
Fogos e tradição iluminam Parintins em mais uma noite de espetáculo amazônico. Foto: Divulgação.

Para Edilene, o Festival de Parintins expressa a complexidade amazônica em movimento: onde a ancestralidade encontra a inovação, a fé se transforma em linguagem artística e o coletivo renova o sentido da tradição. É o retrato de uma cultura que não sobrevive, se reinventa constantemente.

“Cada item, cada alegoria, cada toada e cada ritual carregam a voz dos povos da floresta. São expressões de pertencimento que movem uma economia inteira. Parintins é prova de que cultura e inovação não se excluem; elas se completam. É a ancestralidade transformada em futuro”, destacou a jornalista.

Branding, sustentabilidade e o poder da identidade

Um dos pontos fortes da apresentação foi o destaque ao papel das marcas e patrocinadores que compreenderam o valor simbólico do território amazônico.

A Coca-Cola Brasil, por exemplo, é parceira do Festival há 29 anos e se tornou um case mundial de branding cultural ao adaptar sua identidade: em Parintins, a marca vermelha ganha uma versão azul exclusiva, em respeito ao Boi Caprichoso e às tradições locais.

Mais do que um processo estético, a ação reflete respeito, empatia e enraizamento territorial, valores que transcendem o marketing e se conectam à essência da Amazônia, onde a floresta e o homem coexistem em equilíbrio e reciprocidade.

Durante o Festival Folclórico de Parintins, a Coca-Cola Brasil colore sua marca com as cores dos bois Garantido e Caprichoso — um gesto simbólico que une tradição e branding cultural. Há 29 anos patrocinando o evento, a marca reforça sua conexão com o povo amazônico e o compromisso com a sustentabilidade por meio de iniciativas como o programa Recicla, Galera, que já recolheu mais de 27 toneladas de resíduos recicláveis na ilha.
Identidade em cada cor: Coca-Cola celebra Festival de Parintins em azul e vermelho. Arte: Reprodução.

Além disso, a Coca-Cola lidera, em parceria com o Sebrae e o Governo do Amazonas, o programa Recicla, Galera, que já recolheu mais de 27 toneladas de resíduos recicláveis desde 2022. A iniciativa envolve catadores, torcedores e microempreendedores em uma ampla rede de educação ambiental e economia circular, traduzindo o compromisso com o desenvolvimento sustentável da região.

Economia criativa e moda amazônica

Edilene Mafra, que também dirige o Portal Edilene Mafra e a Agência Amazon Media & Checking, destacou que o Festival de Parintins é uma das engrenagens de uma cadeia criativa que movimenta o turismo e o empreendedorismo cultural na Amazônia.

Ela citou a Loja QBoi, tradicional empresa parintinense de suvenires com mais de 30 anos, que se reinventou para atuar durante todo o ano, transformando a memória afetiva do festival em negócios sustentáveis.

“A QBoi mostra que tradição e inovação podem caminhar lado a lado. Quando um símbolo cultural é trabalhado com propósito, ele se transforma em marca, em economia e em orgulho coletivo. As experiências que vivemos neste território nos marcam profundamente e queremos sim lembrar de algo que nos conecte com essas lembranças ”, ressaltou Edilene.

A jornalista também destacou a força da moda sustentável amazônica, que nasce do território e de suas ancestralidades. Mencionou o movimento Amazon Poranga Fashion, que tem reunido estilistas, artesãos e modelos para valorizar a estética regional e promover inclusão social.

Edilene Mafra apresenta o Festival de Parintins como vitrine do turismo cultural amazônico.
Edilene Mafra usou uma criação de Sapopema Biojoias durantte o evento. Foto: Divulgação.

Durante sua fala, Edilene usava um vestido, criação da marca Sapopema Biojoias, fundada pela artesã Regina Ramos, da comunidade amazonense Carão. As peças são produzidas com sementes, fibras e elementos naturais, transformados em biojoias que contam histórias. Regina está entre as artistas que demonstram a força produtiva, criativa e responsável de quem protege o seu território.

“Mais do que adornos, são memórias que se vestem. Cada peça nasce do olhar ribeirinho, do toque artesanal, do contato com os seus antepassados e da sabedoria das mulheres que vivem em harmonia com a floresta”, comentou Edilene, ao destacar que a moda amazônica é também ato de resistência e de continuidade ancestral.

A participação de Edilene Mafra no Summit Tour reafirmou seu papel como uma das principais vozes da comunicação cultural na Amazônia. Com domínio técnico, sensibilidade e vivência territorial, ela traduziu a força de uma região que é, ao mesmo tempo, berço de ancestralidades e laboratório de inovação.

“É preciso compreender que a Amazônia é uma sociobiodiversidade viva. Pensar em desenvolvimento e preservação neste território é entender que conservar o ambiente é também desenvolver o ser humano. A Amazônia é gente, é criação, é futuro. É o lugar onde a sabedoria dos povos originários se encontra com a tecnologia, onde a arte brota da terra e a sustentabilidade precisa fazer parte do cotidiano. Parintins mostra que, quando a cultura é respeitada, ela transforma destinos”, enfatiza Edilene Mafra.

Vivências que inspiraram o debate

Conheça as mulheres que apresentaram ações que impulsionam o turismo cultural.

  • Karol Duarte: Arquiteta e técnica em turismo, fundadora do Guiadas Urbanas (RJ), pioneira em afroturismo e turismo de base comunitária.
  • Izabela Fernandes Souza: Doutora em Letras, fundadora do Kaburé Maracatu (PR) e pesquisadora das expressões corporais e performáticas da cultura popular.
  • Edilene Mafra: Doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia (UFAM) e pesquisadora do Grupo Trokano. É diretora do Portal Edilene Mafra e da Agência Amazon Media & Checking, apresentadora da Rádio CBN Amazônia e referência em jornalismo cultural e cultura amazônica.
Durante o painel “Festas, Música e Cultura Popular: Como o Brasil pode transformar patrimônio imaterial em vantagem competitiva”, Edilene Mafra (Portal Edilene Mafra e Amazon Media And Checking), Izabela Fernandes Souza (Kaburé Maracatu) e Karol Duarte (Guiadas Urbanas) exaltaram a diversidade da cultura brasileira.
Três mulheres, três territórios e um propósito: fortalecer a cultura e o turismo. Foto: Divulgação.
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Summit Tour

O Summit Tour é o braço voltado ao turismo dentro do Festival Iguassu Inova 2025, realizado de 22 a 25 de outubro em Foz do Iguaçu (PR).

Promovido pela Embratur e pelo Itaipu Parquetec, o evento propõe transformar o turismo em experiências sustentáveis, dar visibilidade a talentos locais e fomentar negócios com base na cultura, tecnologia e identidade territorial.

O painel em que Edilene participou sintetizou essa convergência: patrimônio cultural, turismo e sustentabilidade. Esse tripé representa não apenas políticas de desenvolvimento, mas uma filosofia de respeito aos povos e à natureza.

Veja fotos da programação do Summit Tour 2025:

  • Edilene Mafra apresenta o Festival de Parintins como vitrine do turismo cultural amazônico.
  • Durante o painel “Festas, Música e Cultura Popular: Como o Brasil pode transformar patrimônio imaterial em vantagem competitiva”, Edilene Mafra (Portal Edilene Mafra e Amazon Media And Checking), Izabela Fernandes Souza (Kaburé Maracatu) e Karol Duarte (Guiadas Urbanas) exaltaram a diversidade da cultura brasileira.
  • O Festival Iguassu Inova 2025 reúne inovação, tecnologia e sustentabilidade em Foz no Iguaçu, no Paraná, de 22 a 25 de outubro. Com entrada gratuita, a ampla programação é um convite a empreendedores, pesquisadores, estudantes e à comunidade para quatro dias de experiências no Itaipu Parquetec.
  • O Festival Iguassu Inova é considerado um dos maiores eventos de inovação, tecnologia e sustentabilidade do Sul do Brasil

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