Manaus, 18 de maio de 2024

EVENTOS

Foto: Cairo Vasconcelos
Foto: Cairo Vasconcelos Foto: Cairo Vasconcelos

Projeto leva apresentações de teatro e oficinas em escolas públicas de Manaus

Apresentações vão ocorrer nesta semana, de 8 a 12 de abril.

Com informações da assessoria

O projeto ‘Amélia e a Flor – Circulação de Teatro Lambe-Lambe‘, da Menina Miúda Produções Artísticas, irá realizar seis apresentações e oficinas de teatro em escolas públicas, localizadas em bairros periféricos de Manaus. Confira as datas e horários.

As apresentações vão ocorrer nesta semana, de 8 a 12 de abril de 2024, nas seguintes escolas de ensino fundamental:

  • Escola Estadual Antogildo Pascoal Viana, CETI – Marquês de Santa Cruz,
  • Escola Municipal Antônio Medeiros Da Silva,
  • Escola Estadual Ângelo Ramazzotti,
  • Escola Municipal Antísthenes de Oliveira Pinto e
  • IV CMPM – Escola Estadual Áurea Pinheiro Braga.

De acordo com Cairo Vasconcelos diretor do projeto a proposta é promover a descentralização das apresentações teatrais de Manaus, oportunizando o consumo cultural de crianças e adolescentes de outras regiões da cidade.

“É importante salientar também que a importância desse projeto é oportunizar, por meio da arte, uma intervenção artística na rotina dos alunos e alunas das zonas da cidade de Manaus por meio do espetáculo. A arte transforma a realidade do indivíduo, da comunidade em que vive, além de mobilizar uma região inteira através de sua cultura”, comentou.

Foto: Cairo Vasconcelos

ESPETÁCULO

O espetáculo a ser apresentado nas escolas, intitulado ‘Amélia’, conta a história de uma mulher que se encontra presa num sótão para se proteger de uma guerra que domina o mundo, e sua única companhia é uma flor chamada Amélia.

Mas neste sótão existe apenas esta mulher e suas caixas vazias. “Seria Amélia real ou pura fantasia da mente desta mulher? Há que ponto as situações que acontecem em nossa vida são reais ou fantasias?”, questionou o ator.

Cenário do espetáculo

Os elementos cênicos do espetáculo são pensados no formato do teatro em miniatura. “Encontrar ideias e materiais que pudessem representar a cenografia, mostrar o local onde se passa a peça, foi um desafio muito prazeroso. Isso porque tive que buscar ideias para um teatro em miniatura. A iluminação do espetáculo é toda adaptada para caber em uma pequena caixa de madeira, onde será encenada a peça de 1min30”, comenta Cairo.

A boneca foi feita pela artista e artesã Claudia Marques, utilizando massa de porcelana fria ou massa de biscuit, como é conhecida. Já a sonoplastia do espetáculo é inspirada em sons de guerra e em músicas clássicas de maestros que enfrentaram guerras.

“Nesse tipo de linguagem de teatro em miniatura, a sonoplastia é compartilhada por meio de fone de ouvidos para quem estiver assistindo e para quem estiver manipulando. Com isso, buscamos tornar o momento mais intimista possível e levar aos espectadores a imaginação do mundo mágico do teatro ‘lambe-lambe’”, afirmou o diretor.

OFICINA E DEBATE

A oficina de teatro ‘lambe-lambe’ e o debate sobre o espetáculo ‘Amélia’ acontecem logo após a apresentação e têm como objetivo principal oferecer aos estudantes uma experiência educativa.

Ministrada pelo encenador e lambe-lambeiro Cairo Vasconcelos, a ideia é aprofundar o entendimento sobre o teatro ‘lambe-lambe’ e estimular a expressão artística entre os participantes, que são alunos do Fundamental II, com idade entre 14 e 16 anos.

Cada sessão tem duração de uma hora e trinta minutos, com 30 vagas disponíveis.

A dinâmica da oficina começa com uma breve recepção e introdução, dedicando cerca de 15 minutos para dar as boas-vindas aos participantes e contextualizar sobre o teatro ‘lambe-lambe’ e o espetáculo “Amélia”. Em seguida, durante aproximadamente 30 minutos, há uma apresentação e discussão sobre o gênero teatral, abordando seu histórico, conceito e técnicas de manipulação de bonecos e objetos. A importância e a linguagem desse tipo de teatro na cultura artística também são debatidas.

“O foco então se volta para o debate sobre o espetáculo ‘Amélia’, reservando cerca de 20 minutos para análise e reflexão sobre seus elementos, como narrativa, personagens e mensagem transmitida. Os estudantes têm a oportunidade de compartilhar suas impressões e interpretações. Em seguida, há uma oficina prática de manipulação de bonecos, com duração de 25 minutos, onde os participantes são incentivados a participar ativamente”, afirma Vasconcelos.

Para estimular a criatividade dos alunos, há um espaço de 20 minutos dedicado à criação de histórias utilizando os bonecos, com orientação e apoio dos facilitadores durante o processo. Finalmente, os estudantes têm a oportunidade de apresentar as histórias criadas por eles mesmos, encerrando a atividade com considerações finais, agradecimentos e convite para futuras atividades culturais.

Essa é a primeira circulação do projeto nas escolas de Ensino Fundamental neste ano. “Esperamos o feedback dos estudantes, professores e técnicos das escolas sobre o projeto e quem sabe, conseguir uma segunda circulação em mais locais da cidade. Recebemos alguns convites de professores para levar o projeto para suas escolas, mas no momento estamos focados em tornar essa primeira circulação memorável aos estudantes”, completa Cairo.

SOBRE O GÊNERO

O gênero de teatro ‘lambe-lambe’ nasceu na capital baiana, em 29 de setembro de 1989, criado pelas arte-educadoras Denise di Santos e Ismine Lima. A técnica do teatro ‘lambe-lambe’ utiliza uma pequena caixa cênica, portátil, dentro da qual é encenado um espetáculo, que em geral tem curta duração, com a utilização de bonecos ou outros objetos que são animados.

O gênero recebe o nome de teatro ‘lambe-lambe’ por ser inspirado nos fotógrafos de rua das décadas de 1940 a 1960, que utilizavam máquinas em forma de caixa e para revelar a foto tinham que lamber o negativo, por isso o nome ‘lambe-lambe’. Para um melhor entendimento, pode ser chamado de teatro em miniatura ou teatro de bonecos, apesar de ter uma forma própria.

CONFIRA AS DATAS E HORÁRIOS DAS APRESENTAÇÕES

SEGUNDA-FEIRA, 8 DE ABRIL

  • 7h40 – Escola Estadual Antogildo Pascoal Viana, localizada Avenida, Jerusalém, 221 – Novo Israel, Zona Norte Manaus
  • 14h – CETI – Marquês de Santa Cruz, na Rua Virgílio Ramos, S/N – São Raimundo, Zona Oeste de Manaus

TERÇA-FEIRA, 9 DE ABRIL

  • 13h30– Escola Municipal Antônio Medeiros Da Silva, na Avenida Peixe Cavalo, Tarumã-Açu, União da Vitória – Manaus.

QUARTA-FEIRA, 10 DE ABRIL

  • 13h30– Escola Estadual Ângelo Ramazzotti, na Praça Nossa Senhora de Nazaré, s/n – Adrianópolis, Manaus – AM

QUINTA-FEIRA, 11 DE ABRIL

  • 13h45– E.M. Antísthenes de Oliveira Pinto, na Rua 9 nº 101 Com.Alfredo Nascimento – Cidade de Deus, Manaus

SEXTA-FEIRA, 12 DE ABRIL

  • 14h– IV CMPM – Escola Estadual Áurea Pinheiro Braga, na Rua dos açaizeiros, Gilberto Mestrinho (próximo ao IFAM Campos Manaus Zona Leste)

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