Manaus, 27 de junho de 2026

Festival de Parintins

Foto: Mauro Neto/Secom
Foto: Mauro Neto/Secom Foto: Mauro Neto/Secom

Festival de Parintins 2026: Boi Garantido fecha primeira noite celebrando a união entre povos, crenças e tradições

Boi vermelho levou para a arena o tema 'Parintins, Portal do Encantamento'.

Com informações da assessoria

O Boi Garantido encerrou a primeira noite do 59º Festival de Parintins, na sexta-feira (26/6), com o espetáculo ‘Parintins, Portal do Encantamento‘, exaltando a ancestralidade indígena, a união dos povos e a força dos originários da Ilha Tupinambarana. Em uma apresentação marcada por grandes alegorias, o boi vermelho e branco conduziu o público por histórias que celebram a união dos povos, os seres encantados da Amazônia, crenças e tradições.

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Foto: Mauro Neto/Secom

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APRESENTAÇÃO NA PRIMEIRA NOITE

A abertura do espetáculo contou com a alegoria assinada pelo artista Aguinaldo Souza, que reuniu elementos da floresta amazônica e seres encantados. Da estrutura surgiram itens oficiais do boi, como a Porta-Estandarte, Jeveny Mendonça e a Sinhazinha da Fazenda Raíra Lins, estreante na arena do Bumbódromo.

O espetáculo convidou o público a atravessar um portal simbólico para um universo onde natureza, cultura e ancestralidade caminham juntas. A narrativa apresentou Parintins como uma terra de encantos, em que a diversidade dos povos, a força da floresta e a espiritualidade amazônica constituem a essência da identidade da ilha.

Na sequência, o Garantido apresentou a lenda amazônica ‘Parintintin, o povo que veio do céu’, criada pelo artista Leandro Oliveira. A narrativa levou à arena a história do povo Parintintin, por meio dos seres encantados da floresta, atingindo o auge na apresentação da cunhã-poranga Isabelle Nogueira.

Outro momento marcante da apresentação foi a Figura Típica Regional, que homenageou mulheres e mães guerreiras guardiãs dos saberes da floresta. A cantora Márcia Siqueira participou da evolução representando a Mãe da Floresta. O quadro destacou o protagonismo feminino na preservação dos saberes ancestrais, na proteção da natureza e na continuidade da cultura amazônica, exaltando aquelas que mantêm viva a relação entre as comunidades e a floresta.

Outro momento de grande impacto foi o Ritual Indígena ‘O Sonho de Ipají‘, que mergulhou na espiritualidade do povo Parintintin ao retratar a formação de um pajé. A apresentação evidenciou o sonho como caminho para o conhecimento ancestral, conduzindo o público por uma narrativa de profunda conexão entre o mundo espiritual e o mundo terreno.

O pajé do Garantido, Adriano Paketá, destacou a preparação da associação para a disputa e afirmou que o espetáculo foi construído ao longo de meses de trabalho coletivo.

“A gente vem aqui com um espetáculo grandioso. A gente está bem organizado. Temos uma dinâmica de espetáculo que ensaiamos durante vários meses para executar da melhor maneira. Todos os grupos que fazem parte do quadro cênico-coreográfico estão preparados”, disse o item.

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