Manaus, 28 de novembro de 2022

Turismo

Pará concentra 49% das atrações naturais da Amazônia, diz OEA Pará concentra 49% das atrações naturais da Amazônia, diz OEA

Pará concentra 49% das atrações naturais da Amazônia, diz OEA

Rios, praias, igarapés e cachoeiras compõem a paisagem paraense.

Com informações da assessoria

O Estado do Pará concentra 49% das atrações naturais da Amazônia. A conclusão é da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a paisagem paraense.

Rios, praias, fauna, flora, igarapés e cachoeiras compõem a paisagem paraense. De acordo com o Governo do Pará, a forte relação do homem com os recursos naturais é um dos fatores que atrai turistas para o estado.

O turismo de natureza, ecoturismo ou de aventura colocam o viajante mais próximo do meio ambiente e dos animais, incentivam a prática de esportes radicais e a preservação da natureza.

O diretor executivo da Rumo Norte Expedições, Gelderson Pinheiro, afirmou que o Pará é um dos estados do Brasil com grande potencial para turismo de natureza e aventura. “Nós temos o bioma amazônico. Dentro desse bioma nós temos vários ecossistemas que vão de campos a praias”, destacou.

Para a turismóloga Flávia Lima, é necessário consolidar parcerias. “O Pará tem, aproximadamente, 65% do seu território em áreas de conservação e comunidades tradicionais. Ou seja, nós temos ou deveríamos ter a natureza bem preservada, com potencial que acaba não sendo explorado, porque exige, não só uma estratégia gigantesca de parcerias, mas também um estudo profundo de como abordar e organizar essas comunidades para as atividades turísticas”, explicou.

Atrativos turísticos do Pará

Além da cultura e gastronomia, o Pará oferece ao visitante praias, trilhas, igarapés, matas e espaços para a prática de esportes. O Marajó, maior arquipélafo fluviomarinho do mundo, tem a paisagem marcada pelos campos alagados, mangues, praias com águas salobras, rios, igarapés que encanta os visitantes.

Já a região do Tapajós cativa os turistas com as belas cachoeiras, rios, lagos, serras e florestas, bem como pelas praias que surgem quando baixa o nível das águas, apresentando faixas de areias com praias fluviais exóticas. É possível ver o encontro entre as águas barrentas do rio Amazonas com as águas esverdeadas do rio Tapajós.

As regiões da Amazônia Atlântica e a do Xingu são ricas em beleza natural, oferecendo trilhas, cachoeiras e cavernas guardadas entre o verde da floresta. “Aqui no Pará, nós temos muitas características boas para o setor. Só na Região Metropolitana de Belém, nós temos o rio, a floresta, praias. Tudo isso nós dá possibilidade de desenvolver um bom turismo de natureza”, afirmou Bruno Aventura, da Amazônia Aventura, agência especializada no segmento.

Para o secretário de Estado de Turismo, André Dias, natureza e aventura são dois dos principais segmentos da atividade turística. “O Pará está localizado dentro da floresta mais conhecida do mundo. Eu acho que todo mundo já ouviu falar na Amazônia e tem algum tipo de curiosidade. E por isso, nós temos que poder estruturar melhor os produtos de turismo de natureza, divulgar esses produtos para que cada vez mais turistas venham e conheçam. Todo o turista que vier conhecer o Pará vai ter uma experiência maravilhosa com a natureza e com as pessoas que moram aqui”, disse.

Pandemia

Mesmo cauteloso, Gelderson Pinheiro disse acreditar que o turismo de natureza pode ter um bom mercado no pós-pandemia de Covid-19. “As pessoas já estão procurando um ambiente fora do tumulto. Pela característica de ter grupos menores, de ambientes ao ar livres, por experiências mais personalizadas esse é um formato de turismo que pode estar em crescimento no pós-pandemia”, afirmou.

Bruno Aventura vê o turismo de natureza como uma saída para o futuro. “O segmento [do turismo] como um todo está vendo a possibilidade de fazer um turismo mais consciente, não mais aquele de massa. E o turismo de natureza é bom por ser mais tranquilo, com grupos menores, então, é possível ter mais segurança, com todos os protocolos sendo respeitados”, finalizou.

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