Manaus, 19 de julho de 2026

Teatro

Foto: Guto Muniz
Foto: Guto Muniz Foto: Guto Muniz

Grupo Jurubebas recebe premiação nacional de teatro

Premiação foi na categoria de ‘Melhor Grupo de Teatro'.

Com informações da assessoria

O grupo teatro amazonense Jurubebas recebeu o ‘Prêmio Cenym de Teatro Nacional 2024‘, na categoria de ‘Melhor Grupo de Teatro’, com o espetáculo ‘Tucumã e Buriti – As Brocadas do Tarumã-Açu’.

A 23º edição do Prêmio Cenym de Teatro Nacional é promovido pela Academia de Artes no Teatro do Brasil (ATEB), e ocorreu no dia 26 de novembro de 2024.

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Foto: Guto Muniz

PRÊMIO CENYM

O Prêmio Cenym é um dos primeiros do Brasil a dar visibilidade às produções teatrais fora do eixo RJ-SP.

Ele é realizado pela Academia de Artes no Teatro do Brasil, com sede em Aracaju e realiza votação entre os membros da academia. É conhecido como o ‘Oscar’do teatro brasileiro.

O processo se seleção passa por três etapas: a primeira é a inscrição do espetáculo, em qualquer lugar do território nacional, que tenha estreado em 2024. Segunda votação entre os membros da academia, os mais votados entram na lista final de indicado; e por último, após o anúncio dos indicados, os votantes novamente votam nas categorias e escolhem o vencedor. Ao todo, são 23 categorias distribuídas ao longo da premiação.

Segundo Felipe Maya Jatobá, o grupo recebe o prêmio com o sentimento de orgulho por ser um grupo do Norte do País, principalmente por conta das dificuldades do custo teatral amazônico.

“O Grupo Jurubebas sempre fez um grande esforço para circular de Norte a Sul em festivais. O Prêmio Cenym chega para reconhecer esse esforço e abrir portas para outros grupos da Amazônia que precisam desses espaços”, destacou o diretor do grupo.

ESPETÁCULO

O espetáculo ‘Tucumã e Buriti – As Brocadas do Tarumã-Açu’ retrata a história de duas irmãs que nasceram grudadas pelo umbigo, crias da comunidade ribeirinha de Julião.

“As cunhantãs tem seus desejos de matar a fome: uma delas quer ficar, outra delas quer partir. Então, o rio Tarumã vira palco para história de Tucumã e Buriti”, coloca Jatobá.

O maior desafio do Grupo Jurubebas com a encenação do espetáculo foi montar uma obra que respeitasse a história dos comunitários que residem em Julião, situada 20km Rio Negro adentro. “Euler Lopes, dramaturgo do espetáculo, recebeu a missão de vivenciar a comunidade de Julião e transcrever em palavras as narrativas históricas, simbólicas e do imaginário popular daquela localidade”, explica Felipe.

A comunidade participou da criação do espetáculo e, antes de estrear no Buia Teatro no mês de abril, o grupo realizou algumas apresentações na própria comunidade.

PROJETOS

Para o futuro, a companhia possui vários projetos. Em janeiro de 2025 haverá a estreia do espetáculo para as infâncias chamado ‘Vila dos Vagalumes’, uma obra-denúncia, protagonizada por Robert Moura, Henrique Dias e Henrique Campelo.

A obra traz uma importante mensagem de preservação do meio ambiente.

O Grupo Jurubebas também foi contemplado pelo Rumos Itaú Cultural, um dos mais importantes editais de fomento do País, onde estreará o primeiro espetáculo musicado do Grupo a partir da pesquisa do ritmo afro amazônico do Gambá de Borba. A peça contará um pouco da comunidade Acará e suas vivências com os contos e causos da região do rio Madeira.

Outro projeto relevante será a circulação nacional do premiado espetáculo ‘Desassossego’ que passará pelas cidades de Manaus, Belém, Brasília e Rio de Janeiro em julho de 2025, com elenco formado por Nicka, Leandro Paz e Robert Moura.

O projeto foi contemplado pelo Bolsa Myriam Muniz de Teatro, por meio do programa Rede das Artes da FUNARTE.

GRUPO JURUBEBAS

O Grupo Jurubebas de Teatro começou a partir de alunos da Universidade do Estado do Amazonas que, após um incêndio no prédio da Escola Superior de Artes e Turismo, em 2016, decidem se reunir para praticar jogos teatrais.

Desses jogos, surgiu o nome e, aos poucos, a configuração de grupo profissional foi acontecendo. O grupo oficialmente nasce em dezembro de 2016 com o seu primeiro espetáculo, ‘Nihilo’, e desde então segue montando obras que dialogam com a realidade manauara e circulando o Brasil com trabalhos para todas as idades.

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