Manaus, 3 de julho de 2022

Música

Foto: Divulgação
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DJ May Seven voa alto com lançamento pela Universal e mostra força na música eletrônica

'Let Me Down' tem parceria de Bruno Rodriguez e Gianni Petrarca.

Por Eliena Monteiro

Há seis anos, a DJ May Seven decidiu que se dedicaria à carreira musical. Largou um negócio, investiu em cursos e fez intercâmbio artístico em outros estados. Em 2021, a amazonense mostra força na música eletrônica e começa a voar mais alto, com o lançamento de ‘Let Me Down’ pela Universal Music.

“Let Me Down fala de superação”, diz a DJ, ao explicar a letra do single. A música descreve uma pessoa que se dedicou a uma relação para fazer a outra feliz, porém, o amor não foi correspondido.

“Mas, tudo na vida passa. E essa pessoa supera esse amor, segue sua vida em frente. E, depois disso, a outra pessoa quer voltar e tenta maneiras de fazer esse relacionamento reatar. Só que já foi superado”, resume May.

May Seven. Foto: Divulgação

Parceria

O single, lançado no dia 29 de janeiro deste ano, conta com a parceria do cantor manauara Bruno Rodriguez e do produtor paulista Gianni Petrarca. Bruno, que escreveu a composição, também interpreta a música.

“Já havia um tempo que eu tinha uma vontade enorme de produzir um som com a voz do Bruno, e um dia a gente conversando sobre isso, ele acabou mandando uma ‘demo’ – uma voz e violão, gravada no celular – e falou assim: ‘May, eu tenho essa música aqui, o que você acha?’. Na mesma hora, eu me apaixonei pela música, me apaixonei pela energia da música”, conta a DJ.

May diz que precisa dessa conexão com as canções, e que Let Me Down’ conseguiu tocar o coração dela. “Eu gosto muito de contar histórias através da música, e de enviar mensagens através da música e acabou acontecendo esse amor à primeira audição”, compara.

Logo após ouvir a música, a artista decidiu que convidaria Gianni Petrarca, que mora nos Estados Unidos, para formar o trio. “É um amigo meu, parceiro, já de longa data. Já fomos diversas vezes para o estúdio em São Paulo, já fizemos som juntos, já ensaiamos lançar vários sons juntos. A gente sempre teve uma sintonia muito incrível”, explica.

Com o cenário de pandemia, a música foi produzida a distância, o que não afetou a sincronia e sintonia entre os três. “Ficou uma música super enérgica com um vocal empolgante”, destaca May. “Nós ficamos muito felizes com o resultado”, completa.

DJ amazonense apostou na carreira musical. Foto: Divulgação

O convite

May Seven é DJ há 13 anos. Nesse período, já realizou shows em Manaus, capital do Amazonas, e outros estados brasileiros. “Eu sou completamente apaixonada pela carreira”, afirma.

Há seis anos, a artista fez uma aposta arriscada: decidiu fechar um shushi bar, para se dedicar exclusivamente à carreira de DJ. “Sem medo. Só olhei para frente, fechei a empresa e falei ‘agora, vou viver de música'”, lembra.

Após a decisão, May começou a viajar em busca de aperfeiçoamento profissional. Participou de conferências, festivais e cursos em locais como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis. “Sempre buscando ampliar meus conhecimentos no mercado, na área, de mostrar meu trabalho para mais pessoas”, conta.

Em uma das viagens, a DJ conheceu o Gonçalo Vinha, um dos diretores da DJ Sound. “Eu pude mostrar meu trabalho pra ele. Ele curtiu muito. Ele se amarrou na questão da identidade da Amazônia, achou diferente, achou um trabalho original”, relata. Também conhecida como Jungle Girl, May Seven mescla elementos sonoros e sons amazônicos.

May Seven também é conhecida como Jungle Girl. Foto: Divulgação

Os dois continuaram mantendo contato e, em 2020, Gonçalo convidou May para participar do projeto da DJ Sound e Universal Music. “Aceite de cara”, ressalta. “Sempre foi um grande sonho meu. A Universal Music é a maior gravadora do mundo. Esse aí foi um convite irrecusável”, diz, sorrindo.

O contrato foi assinado no meio da pandemia. “Estou muito feliz de, hoje, está podendo viver de música, poder estar dando mais um salto na minha carreira, poder mostrar o meu trabalho para mais pessoas, poder levar o meu trabalho ainda mais longe”, comemora a DJ.

Para a artista, o momento representa um marco especial na carreira. “Vem aquela certeza, aquele sentimento de que ‘valeu a pena arriscar tudo’. Foi difícil a decisão. Mas, eu não conseguia mais viver sem fazer o que eu realmente amo, sem ser realmente feliz profissionalmente. A partir do momento que eu me dediquei pra música, eu me senti realmente muito feliz, me senti completa”, destaca.

Além da dedicação integral à carreira musical, May destaca os intercâmbios que fez. “Essas viagens acabam possibilitando a gente fazer um network [rede de contatos] incrível, conhecer empresários do ramo da música, da indústria musical. Foi muito bacana, em um desses cursos, poder conhecer essa pessoa que acabou fazendo o convite para a Universal, conectando o nosso trabalho e me conectando ao universo das grandes gravadoras”, diz.

Agora, a Jungle Girl pretende lançar o clipe de ‘Let Me Down’. “Eu estou super ansiosa por isso. Por enquanto, a gente está nesse processo criativo, mas eu espero lançar o quanto antes”, adianta.

O single, distribuído pela Universal Music, está disponível nas principais plataformas digitais do mundo, entre elas, Spotify, Deezer, iTunes, Apple Music, YouTube e Tik Tok. “Isso é muito bacana porque permite o ouvinte curtir a música na sua plataforma preferida, torna a música mais acessível, podendo chegar mais longe para mais pessoas”, ressalta May.

May Seven é DJ, produtora e instrumentista. Foto: Divulgação

Carreira

Além de DJ, May Seven é produtora e instrumentista. A paixão pelo Amazonas está demonstrada em suas produções, que unem elementos sonoros, instrumentos diferenciados, sons regionais da Amazônia e elementos visuais e vocais fortes.

Na carreira, a Jungle Girl participou de diversos shows, com destaque para o encerramento das Olimpíadas de 2016 no Brasil, a Amazônia Live ao lado de Ivete Sangalo, e o Vogue Fashion’s Night Out. Também já se apresentou em um reveillon para 300 mil pessoas.

Atualmente, a manauara reside no Rio de Janeiro, mas tem outras duas bases, a capital do Amazonas e Florianópolis. “Não abandono Manaus. Manaus é minha terra, meu amor, minha paixão”, afirma. “É importante, nessa fase da carreira, está circulando nos grandes eixos, estar mais próximo do coração do mercado, da música, da indústria da música. Então, nessa fase da minha carreira, eu vou estar dividindo meu coração com essas outras cidades”, diz.

Ouça ‘Let Me Down’

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