Manaus, 28 de novembro de 2022

Literatura

Foto: Divulgação
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Coletivo lança livro de contos que mistura o folclore amazônico com ficção científica

Obra está disponível gratuitamente em link.

Com informações da assessoria

O Coletivo Jovem lançou o livro ‘Encantarias vol. 1: Histórias de uma Amazônia futurista’. A obra, que mistura o folclore amazônico com ficção científica, já está disponível gratuitamente no link https://cutt.ly/0h69TdV.

É a primeira obra lançada de modo colaborativo pelo Coletivo Visagem de Escritores de Fantasia e Ficção Científica, vencedor do Prêmio Manaus de Conexões Culturais, via Lei Aldir Blanc, promovido pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult).

Além do formato e-book, ‘Encantarias’ também é disponibilizado semanalmente, em formato audiobook, na plataforma Spotify, como uma ferramenta de acessibilidade para leitores cegos. O primeiro conto já está disponível no link https://spoti.fi/34Nkt39.

Livro ‘Encantarias vol. 1 Histórias de uma Amazônia futurista’. Foto: Divulgação

Para o primeiro volume, o Coletivo Visagem elegeu o Amazofuturismo como o tema central da obra, uma variante da ficção científica que trata sobre formas sustentáveis de lidar com a natureza e seus mistérios, inclusive a ancestralidade, tradições e folclore, inspirado pelos trabalhos do artista rondoniense João Queiroz.

Os contos são assinados pelos autores Jan Santos (‘O dia em que enterrei Miguel Arcanjo’), Leila Plácido (‘Quase o fim’), Carol Peace (‘Almas de Plástico’), Dante Saboia (‘2084: Mundos cyberpunks’), Luiz Andrade (‘Belas Águas Tristes’), e Jefter Haad (‘As pitorescas aventuras do Mamelinho’), com edição e revisão de Tammy Rosas e projeto gráfico de Yan Bentes.

Segundo Jan Santos, escritor e membro do Visagem, a força que moveu a escrita dos contos é ecológica e inclusiva. “A crise ambiental que se agrava em nosso país exige da arte uma resposta à altura, e o ‘Encantarias’ é a forma como nós, artistas do Norte, percebemos essa situação e tentamos não apenas disparar um alerta vermelho, mas também mostrar que há possibilidades melhores de nos relacionarmos com nossa natureza. Além disso, veiculamos seu conteúdo de maneira acessível para alcançar o máximo de leitores possível com nossa mensagem, uma vez que a arte é um direito de todos”, disse.

Leila Plácido, uma das artistas envolvidas no projeto, recebeu convite para escrever sobre Amazonfurismo como um presente. “A experiência toda foi nova para mim e no decorrer do processo aprendi bastante. Embora, meu conto se passe numa Amazônia distópica, devastada pelas ações antrópicas, há espaço para olhares de esperança e de futuros mais felizes no Amazonfurismo. Posso dizer que, como escritora, a experiência foi transformadora”, afirmou.

“Só há um caminho a seguir. Ou nos reconhecemos, não como senhores da flora e fauna, mas como partes menores de um todo muito maior que nós, ou perecemos. Que esse mundo tenha o Destino derradeiro de virar de cabeça para baixo. E que essa antologia possa colaborar com esse novo futuro”, disse João Queiroz, em um texto escrito exclusivamente para ressaltar a influência de seus trabalhos na publicação do Coletivo Visagem.

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