Todo mês de dezembro, junto com as luzes, os enfeites e as confraternizações de fim de ano, uma brincadeira reaparece com força nas redes sociais: a “teoria” de que quem usa roupa verde na noite de Natal engravida no ano seguinte. O comentário, sempre em tom bem-humorado, ganha novas versões a cada ano, rende memes, provocações entre amigos e vira motivo de alerta nas ceias familiares.
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A origem da brincadeira não é clara e tampouco tem base científica ou religiosa. Trata-se de uma superstição moderna, construída no ambiente digital e alimentada pela repetição de relatos engraçados: alguém que usou verde em um Natal passado e, meses depois, anunciou a gravidez. A coincidência, comum na vida real, acaba sendo transformada em “prova” nas redes, fortalecendo o mito e garantindo sua circulação anual.
O verde, tradicionalmente associado à esperança, à renovação e à vida, também ajuda a sustentar a narrativa. Presente nas árvores natalinas e na simbologia cristã, a cor ganha, na brincadeira virtual, um novo significado: o de fertilidade. A associação, ainda que feita de forma irônica, encontra terreno fértil em um período marcado por encontros familiares, celebrações e expectativas para o ano que se inicia.

VIRAL ANUAL
Influenciadores digitais, páginas de humor e usuários anônimos contribuem para manter o assunto em evidência. Posts alertando para “evitar o verde”, fotos comparativas de anos anteriores e comentários do tipo “usei e aconteceu” ajudam a impulsionar o engajamento. Em poucos dias, o tema costuma figurar entre os assuntos mais comentados, especialmente no Instagram, no X e no TikTok.
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Especialistas lembram que a brincadeira deve ser encarada apenas como entretenimento. Gravidez é resultado de fatores biológicos e escolhas pessoais, sem qualquer relação com cores de roupas ou datas comemorativas. Ainda assim, o sucesso do meme revela como o Natal, além de seu significado religioso e cultural, também se tornou um espaço para narrativas leves, compartilhadas coletivamente no ambiente digital.