Manaus, 3 de dezembro de 2021

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Foto: Ruth Jucá/ADS
Foto: Ruth Jucá/ADS Foto: Ruth Jucá/ADS

Peixes de viveiro comercializados por supermercados são seguros, afirmam especialistas

Uma das exigências, dizem os especialistas, é o Atestado Sanitário.

Com informações da assessoria

O peixe de viveiro que é comercializado nos supermercados cumpre uma série de protocolos antes de chegar à mesa da população. Uma das exigências, dizem os especialistas, é o Atestado Sanitário. Por conta de todo esse processo de rastreio da cadeia produtiva e das fiscalizações dos órgãos competentes, o engenheiro de pesca Erivan Oliveira, que atua como consultor de diversos frigoríficos, ressalta não haver qualquer motivo para relacionar o consumo de peixe da piscicultura à rabdomiólise, doença que vem afetando alguns municípios do Amazonas.

A rabdomiólise é uma doença que está associada à Doença de Haff, conhecida popularmente como doença da ‘urina preta’.

Além do Atestado Sanitário, entre os certificados necessários para fornecer pescado está o Guia de Trânsito Animal. Oliveira afirma que os frigoríficos passam por inspeções periódicas para verificar, por exemplo, se estão sendo seguidas as regras de acondicionamento de temperatura do peixe e as boas práticas de manipulação e higienização.

Peixes de viveiro comercializados por supermercados são seguros, afirmam especialistas. Foto: Ruth Jucá/ADS

Os carros que fazem o transporte do pescado até os compradores também passam por inspeção para avaliação dos itens mencionados.

De acordo com o engenheiro de pesca, quando o peixe chega aos supermercados passa novamente pelo controle de qualidade. “Um profissional veterinário é responsável por monitorar internamente toda a qualidade dos produtos”, destacou.

O superintendente federal de Agricultura no Amazonas, Guilherme Pessoa, também já reforçou que é precipitada essa relação da doença com o consumo de peixe. “Nós já temos a certeza de que peixes de tanque, da piscicultura, não existe nenhum relato no mundo que possa ser associado com rabdomiólise”, ressaltou, em informações divulgadas pelo Governo do Estado.

Segundo o titular da Secretaria de Produção Rural do Amazonas (Sepror), Leocy Cutrim, a indevida associação do peixe como vetor da doença, aliada à proliferação de notícias falsas sobre o tema, só serve para prejudicar o setor primário e toda uma cadeia de produção que envolve a atividade pesqueira e o consumo do alimento no Estado. Cadeia que, de acordo com ele, segue rigorosos protocolos de segurança.

Em vídeo que circula nas redes sociais o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Ocidental), Roger Crescêncio, reafirma que não há nenhum registro no mundo de casos de rabdomiólise por consumo de peixe criado em cativeiro. “Na história do mundo, até hoje, a doença nunca foi encontrada em peixe de cativeiro. O peixe mais seguro para se comer é o da piscicultura”, assegurou.

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