Manaus, 19 de julho de 2026

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Manaus terá centro de referência para acolher diagnosticados com doença raras

Nova sala será inaugurada no dia 30 de março, no antigo PAC do Educandos, Zona Sul.

Com informações da assessoria

A Associação Borboletas do Amazonas (ABAM) dá um passo histórico na assistência a pacientes com doenças raras no estado. A nova sala de referência da entidade, será inaugurada dia 30 de março, às 17h, no antigo PAC do Educandos, Zona Sul de Manaus.

O espaço servirá como ponto de apoio técnico e emocional para os 53 amazonenses já diagnosticados com a Epidermólise Bolhosa (EB), garantindo que o atendimento saia da invisibilidade e ganhe um endereço fixo de acolhimento. A ABAM se torna a primeira associação no norte a ter uma sede.

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NOVA SEDE

A nova sede é fruto de uma parceria estratégica com a poder municipal, funcionando como uma base de operações enquanto a associação trabalha para a concretização de sua sede própria definitiva.

O local foi estruturado para receber famílias que convivem com a extrema fragilidade cutânea característica da EB, uma condição genética e hereditária que faz com que a pele se assemelhe à delicadeza das asas de uma borboleta, rompendo-se ao menor contato ou atrito.

Para a presidente da ABAM, Sandra Marvin, a inauguração vai além das paredes físicas; trata-se de um avanço na humanização do tratamento. Ela enfatiza que a EB é uma doença genética rara, não transmissível, mas que impõe uma rotina de dor e desafios severos.

“A Epidermólise Bolhosa afeta a vida cotidiana física e emocional dos pacientes e suas famílias, frequentemente levando ao isolamento social. A conscientização sobre a doença e a capacitação dos profissionais de saúde e educação são vistas como pilares para um atendimento mais adequado e humanizado”, reforça a presidente.

LOCAL

A sala no Educandos permitirá que a ABAM ofereça orientação sobre curativos especiais, suporte jurídico e social.

Atualmente, os 53 pacientes identificados no Amazonas — dos quais 24 estão em tratamento ativo na Fundação Alfredo da Matta — enfrentam barreiras que vão desde o alto custo dos insumos até o preconceito por falta de informação da sociedade.

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