Liderado por mulheres, o Encruzilhada Bar fortalece a cena cultural no Centro de Manaus, em um ponto de encontro para artistas, produtores culturais e diferentes públicos. Localizado na Rua Barroso, nº 293, o espaço é um projeto sociocultural da Casa Cultural Ayédùn que une gastronomia, música, formação, exposições e ações comunitárias, consolidando-se como um espaço de valorização da cultura amazonense.
Mais do que um bar, o Encruzilhada integra as iniciativas desenvolvidas pela Casa Cultural Ayédùn, organização reconhecida pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura por meio da Política Nacional Cultura Viva. O reconhecimento reforça o papel da instituição na promoção das artes, da educação e da preservação de saberes tradicionais.
LEIA MAIS: Teatro Amazonas reúne espetáculos, concertos e dança na primeira quinzena de julho

Participe do grupo do Portal Edilene Mafra no WhatsApp 📲
SOBRE O ESPAÇO
Idealizado e gerido majoritariamente por mulheres, o espaço também se destaca pelo protagonismo feminino em diferentes áreas.
Da gestão cultural à produção artística, passando pela cozinha e pelo atendimento, mulheres conduzem as atividades que movimentam o local.
“Às vezes as pessoas olham para o Encruzilhada e enxergam apenas um bar, mas ele é muito mais do que isso. É um movimento cultural, um espaço onde diferentes linguagens artísticas, diferentes públicos e diferentes formas de existir se encontram com segurança, respeito e liberdade. É um ponto de encontro para tudo aquilo que pulsa na arte amazonense. Construir isso ao lado de mulheres talentosas e potentes, fortalecendo trajetórias e estabelecendo um ponto de cultura dessa magnitude, é algo muito gratificante”, afirma Ayédùn, presidente da Casa Cultural Ayédùn e idealizadora do projeto.
CULTURA E FORMAÇÃO
Além da programação musical, o Encruzilhada Bar é também uma extensão das ações realizadas pela Casa Cultural Ayédùn.
Entre elas está o Festival de Artes Integradas Ayédùn, que promove encontros entre artistas nortistas e recebeu, pela primeira vez em Manaus, a cantora e compositora Mahmundi, nome de destaque da música brasileira contemporânea.
Outro projeto é o Colorindo Flores, iniciativa voltada para crianças e adultos, em que participantes aprendem técnicas de desenho e pintura utilizando pigmentos naturais extraídos de plantas. As obras produzidas foram expostas durante o Festival de Primavera, evento que reúne brincadeiras para crianças do bairro Planalto, oficinas para pais e responsáveis, além de ações solidárias com distribuição de alimentos e cestas básicas.
Já a Festa da Cigana Sol, atualmente em sua quinta edição, promove um encontro entre arte, música, culinária e elementos da cultura Tuareg. O Festival de Primavera também alcançou a quinta edição, consolidando-se como uma das ações comunitárias mais importantes da Casa Cultural.
A instituição realizou ainda a exposição ‘Eleri-Ipin: A Testemunha do Destino’, em celebração ao Dia da Consciência Negra. A mostra reuniu artistas visuais em torno de obras inspiradas no Culto Tradicional Yorùbá e reafirmou o compromisso da Casa Cultural Ayédùn com a memória ancestral e o combate à intolerância religiosa.
ARTE E CONTRUÇÃO COLETIVA
Cantora e produtora cultural, Póvoas divide a rotina dos palcos com o trabalho nos bastidores do Encruzilhada. Para ela, a experiência ampliou a maneira de enxergar a arte produzida no Amazonas.
“O Encruzilhada mudou a forma como eu enxergo a arte e a própria cena amazonense. Além de um ponto de cultura e de um bar, ele é uma escola. Um lugar que ensina sobre movimento, diálogo, construção coletiva, acordos, sonhos e realizações. É um espaço que nos faz crescer enquanto artistas e enquanto pessoas”, destacou uma Póvoas.

PROGRAMAÇÃO PERMANENTE DO ESPAÇO
Ao longo do ano, o Encruzilhada Bar abriga eventos que já se tornaram parte da rotina cultural da cidade. Entre eles estão:
- Sexta do Vinil, que reúne DJs e uma feira voltada aos colecionadores;
- Pool Party, que combina música ao vivo e acesso à piscina;
- Baile Charme, voltado para a cultura da black music, com aulas e encontros semanais;
- Samba na Malandragem, com artistas locais; e a
- Roda de MPB, realizada quinzenalmente.
O espaço também recebe feiras culturais independentes, como a Tupissai, fortalecendo a economia criativa e o intercâmbio entre artistas e empreendedores. Uma das parceiras do Encruzilhada é a multiartista amazonense Rafa Militão, responsável pela construção do Baile Charme no espaço. Cantora, rapper, DJ e produtora cultural, a artista vê no local um ambiente de pertencimento.
“É uma alegria poder contribuir com projetos em um espaço que oferece segurança para todos e valoriza as nossas raízes nortistas e negras. É uma satisfação construir um lugar onde eu me sinto feliz com a minha própria gente, onde posso protagonizar projetos, sonhar, acertar, falhar e continuar criando. O Encruzilhada é um lugar seguro, e isso faz toda a diferença”, afirma.
Com programação diversificada e iniciativas voltadas à arte, à educação e ao fortalecimento das expressões culturais amazônicas, o Encruzilhada Bar vem ajudando a reacender a vida cultural em uma das áreas mais tradicionais de Manaus, reafirmando o Centro da cidade como um território de encontros, criação e diversidade.
A programação do Encruzilhada Bar segue movimentando o Centro de Manaus ao longo de julho com uma agenda que reúne diferentes expressões artísticas e culturais. O mês conta com edições da tradicional Roda de MPB, do Playlist de Charme e das aulas semanais de Baile Charme, além da Quinta do Bolero.
Os interessados em conferir a programação completa, com datas, horários e informações atualizadas sobre cada evento, podem acessar o perfil oficial do Encruzilhada Bar no Instagram, @barencruzilhada.