O Centro Cultural Palácio da Justiça, Centro de Manaus recebe a exposição ‘Pluralidade’ que celebra inclusão e diversidade. A mostra recebe visitas até o dia 2 de novembro de 2025, de segunda-feira a sábado (exceto as terça-feira) , das 9h às 15h. A entrada é gratuita.
A exposição reúne 11 artistas PCDs e transforma a arte em ponte para valorização da diversidade humana de forma simples e inovadora, um mundo mais inclusivo.
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SOBRE A EXPOSIÇÃO
Ao todo, onze artistas com deficiência expõem obras marcadas pela criatividade, sensibilidade e múltiplas formas de expressão.
Cada trabalho exposto reflete a potência da arte como voz e presença, rompendo barreiras e celebrando talentos únicos.
A exposição Pluralidade também reforça o compromisso com a acessibilidade. Todas as obras contam com recursos em Libras e descrição em braille, garantindo que pessoas com diferentes condições possam apreciar e compreender o conteúdo artístico. Dessa forma, a mostra amplia a inclusão e reafirma a arte como espaço aberto a todos os públicos.
Segundo a assessora de Inclusão da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Cultura, Marssicleia Brito, o projeto foi um desafio que fortalece as políticas de inclusão na cultura do Amazonas. “Nós estamos muito felizes com o início da exposição. A Secretaria de Cultura sempre se preocupou com a pessoa com deficiência. Em todos os nossos espetáculos temos audiodescrição e Libras, e agora, pela primeira vez, realizamos uma semana de artistas com deficiência expondo suas obras. Pretendemos continuar com essa ação todos os anos”, destacou.
Entre os expositores, a emoção também marcou a abertura da mostra com a história da artista Marselha Cauper, deficiente visual que retrata em seu quadro a beleza da fauna e da flora amazônica, trazendo um tucano com todo o seu esplendor, e destacou a realização pessoal de integrar o evento.
“Estou muito feliz por estar aqui neste lugar. É um privilégio enorme participar e mostrar o que a gente pode criar. Faço parte do grupo Arte com Toque, da professora Ciane Oliveira. Sempre gostei de pintura desde criança. Há dois anos me tornei deficiente visual e achei que não seria mais possível pintar. Então, com a ajuda da professora Ciane e do projeto, consegui voltar a desenhar e a pintar. Já fiz vários trabalhos e, quando as pessoas veem, muitas nem acreditam que fui eu que pintei”, contou Marselha.
