Manaus, 19 de julho de 2026

Cultura

Foto: Adriano Teixeira
Foto: Adriano Teixeira Foto: Adriano Teixeira

Intervenção urbana ‘Mangará’ ocupa ruas de Manaus para denunciar desastres climáticos

Obra será apresentada no Coroado 1, Ramal do Brasileirinho e Largo São Sebastião.

Com informações da assessoria

A intervenção Urbana performática ‘Mangará’ percorrerá diferentes bairros de Manaus ao longo deste mês de agosto de 2025, com ações artísticas que colocam em cena os efeitos da crise climática na Amazônia.

Contemplada pelo edital nº 04/2024 de fomento à dança, a obra será apresentada nos bairros Coroado 1, Ramal do Brasileirinho e no Centro da cidade. Duas oficinas gratuitas também integram a programação.

LEIA MAIS

Foto: Adriano Teixeira

Participe do grupo do Portal Edilene Mafra no WhatsApp 📲

MANGARÁ

A proposta da intervenção é ocupar o espaço urbano com presenças que provocam e mobilizam.

“’Mangará’ não se explica, se sente. É a aparição de um corpo-floresta, de um corpo-em-colapso. A gente dança para elaborar o que nos atravessa, e para lembrar que a terra está viva, e ela grita”, alertou a performer e diretora Tainá Andes, estudante do programa de pós-graduação do Mestrado em Dança na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

CORPO-TERRPA EM TRANSE URBANO

Criada em 2024 a partir do ‘Laboratório de Criação: escritas, provocações e práticas corporais, vinculado ao mestrado da artista Viviane Palandi na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Mangará teve sua primeira intervenção na Galeria de Artes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com a participação do artista chiCOKAboco na sonoplastia.

“Essa intervenção é a dor diante do desmatamento, da seca e da chuva fora de época. Tudo isso se imprime no corpo como reação espiritual e material”, afirma Tainá Andes.

Em 2025, os estudos retornam com a participação de Jaú Tupinambá e Vívian Oliveira. A equipe do projeto é composta por artistas ativistas manauaras que desenvolvem trabalhos voltados à conscientização e à preservação ambiental, e que também carregam experiências plurais, atravessadas por narrativas de políticas afirmativas e saberes ancestrais.

A obra traduz a Amazônia em transformação: raízes que fervem sob a terra, árvores que caminham, águas que se deslocam, fogo que arde, cobras que agonizam.

CIRCULAÇÃO EM BAIRROS E OFICINAS GRATUITAS

SÁBADO, 9 DE AGOSTO

  • 17h– na Rua União, localizada no bairro Coroado 1, zona Leste da capital.

13 DE AGOSTO

  • 17h– performance ocupa o Largo de São Sebastião, Centro

17 DE AGOSTO

  • 9h30– A intervenção segue para a Comunidade Nova Esperança Kokama, localizada no Ramal do Brasileirinho, zona Leste.

Neste mesmo dia, será realizada a 1ª oficina ‘Confluência Criativa’, voltada para moradores da comunidade.

22 DE AGOSTO

O grupo oferta a 2ª oficina ‘Confluência Criativa’, que ocorrerá na sede da Central Única das Favelas do Amazonas (CUFA/AM), aberta ao público.

As inscrições devem ser feitas por meio de formulário virtual, disponibilizado no perfil do instagram de Tainá Andes (@tainaandes).

Foto: Adriano Teixeira

EQUIPE DO PROJETO

A intervenção urbana é composta por Tainá Andes, Jaú Tupinambá e Vívian Oliveira, que estreia na composição musical cênica.

A direção é assinada por Tainá Andes e Viviane Palandi, que responde pela produção executiva. A equipe conta ainda com Jade Kokama na direção de produção, Elias Costa na assistência de produção, Cybele Bentes e Tainá Andes no figurino, Shirley Thomas na fotografia, Adriano Teixeira como filmmaker, Vívian Oliveira na assessoria de comunicação, Ifadamilare Ojeyimika como colaboradora na pesquisa corporal e Lilianne Araújo como intérprete de Libras.

A circulação tem o apoio do Governo do Estado do Amazonas, por meio do Conselho Estadual de Cultura e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC/AM), além do Governo Federal.

COMPARTILHE

error: Este conteúdo está protegido!