As contribuições femininas para a ciência e tecnologia são inúmeras e contêm descobertas revolucionárias e marcantes. E a história de algumas cientistas mulheres está sendo contada por jovens atrizes no projeto ‘Garotas Espertas’, que terá uma exposição de fotografias gratuita. A mostra será aberta ao público a partir desta terça-feira (12/10), no Manauara Shopping, Zona, Centro-Sul, em homenagem ao Dia das Crianças.
O ‘Garotas Espertas’ é promovido pelo Projeto Cunhantã Digital, em parceria com a Casa de Artes Trilhares. O projeto produziu 12 curtas-metragens que destacam as histórias de mulheres na ciência. O objetivo é despertar o interesse de meninas pela área e que a sociedade conheça suas realizações.
Nos curtas, atrizes mirins, entre 8 e 13 anos, interpretam as cientistas, apresentando as histórias de vida e principais realizações. As mulheres representadas são:
- Ada Lovelace
- Hipácia
- Margaret Hamilton
- Nancy Roman
- Grace Hopper
- Dorothy Vaughan
- Joan Clarke
- Katherine Johnson
- Rosalind Franklin
- Mary Jackson
- Hedy Lamarr
- Radia Perlman

Os visitantes poderão conferir a exposição no centro de compras, com as imagens das atrizes caracterizadas como as cientistas que interpretaram e um resumo da história de cada uma. Também terá um QR Code que direcionará aos vídeos do projeto.
A coordenadora do Cunhantã Digital, professora Fabíola Nakamura, informou que a proposta é incentivar para que cada vez mais mulheres tenham papéis dentro da área científica. “Meninas precisam ser incentivadas desde sempre de que podem estar naquele local. Os meninos desde pequenos têm que criar uma consciência de que as mulheres estarão ali também. A família tem um papel essencial em apoiá-las a seguirem esse sonho”, afirma.
A exposição ficará em cartaz até o dia 24 de outubro.
‘Garotas Espertas’
Os curtas de ‘Garotas Espertas’ serão lançados no canal do Projeto Cunhantã Digital, no YouTube. Com o lançamento do projeto, os planos futuros são levar o material para todo o país, divulgando em escolas, universidades e locais de grande circulação de pessoas.
Além da divulgação dos curtas e das fotos, o projeto irá criar oficinas para estudantes de ensino fundamental e médio com temas relacionados à contribuição da mulher na ciência, tecnologia e inovação.
A professora Fabíola Nakamura explica que o projeto pretende descobrir e incentivar novas histórias por onde passar, fazendo surgir novas cientistas brilhantes.
“Entendemos a necessidade de uma rede de apoio, onde a menina se sinta segura e incentivada a ser uma cientista. Com o Garotas Espertas esperamos criar isso, um local onde elas possam se inspirar e se sentir capazes, porque elas são”, finaliza.

O ‘Garotas Espertas’ foi produzido dentro do projeto ‘Apoio para o incremento do quantitativo feminino em Computação através do Programa Cunhantã Digital do Instituto de Computação da UFAM’.
O projeto foi parcialmente financiado pelo Programa de Apoio à Projetos financiados por Emendas Impositivas (PROEMEND) do Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), proposto pela Deputada Estadual Alessandra Campêlo (MDB).
Sobre o Cunhantã Digital
O Projeto Cunhantã Digital teve início em 2015 no Instituto de Computação (IComp) da Universidade Federal do Amazonas. O objetivo central do projeto é despertar nas alunas do ensino fundamental e médio o interesse na Computação e motivar as meninas que se identificarem com a área a buscarem a formação necessária para uma carreira bem-sucedida em um mercado de trabalho em franca expansão.