O escritor Milton Hatoum tomou posse na cadeira nº 6 da Academia Brasileira de Letras (ABL), em cerimônia realizada nessa sexta-feira, 24 de abril de 2026, no Rio de Janeiro. Ele é o primeiro autor amazonense a se tornar um imortal na ABL.
O amazonenses sucede a cadeira 6, do jornalista Cícero Sandroni, que morreu em junho do ano passado.
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Milton Hatoum, é reconhecido por obras que exploram identidade, memória e a Amazônia.
Ao longo de sua trajetória, Hatoum escreveu nove livros de ficção, dentre eles os romances ‘Relato de um certo Oriente’, ‘Dois irmãos’ e ‘Cinzas do Norte’ (Companhia das Letras), vencedores do Prêmio Jabuti.
Também é responsável por coletâneas de contos e crônicas. Ao todo, tem mais de 500 mil exemplares vendidos em 17 países.
MILTON HATOUM
Milton Hatoum nasceu em Manaus (AM), em 1952. Em 1968, mudou-se para Brasília, onde estudou no Ciem (Colégio de Aplicação da Universidade de Brasília).
Morou toda a década de 1970 em São Paulo. Diplomou-se em arquitetura na Universidade de São Paulo (USP), onde desenvolveu uma pesquisa sob a orientação do geógrafo Milton Santos. Na década de 1970, também foi professor de história da arquitetura na Universidade de Taubaté.

Os livros de Hatoum já ultrapassam 500 mil exemplares vendidos. Foram publicados em 17 países. O escritor traduziu para o português A Cruzada das Crianças (Marcel Schwob), Representações do Intelectual (Edward Said) e, em parceria com Samuel Titan, Três Contos (Gustave Flaubert).
Em outubro, a Companhia das Letras publicará Dança de Enganos. O livro é o último da trilogia O Lugar Mais Sombrio, inspirado na época da ditadura militar no Brasil.
Assista a cerimônia de posse: