Manaus, 6 de junho de 2026

Cinema

Mostra ‘Olhar Indígena’ tem exibição gratuita no Cine Teatro Guarany em Manaus

Sessões ocorrem neste sábado (18/4), a partir das 18h30.

Com informações da assessoria

A terceira edição da Mostra de Cinema Olhar Indígena, tem exibição gratuita no Cine Teatro Guarany, na Villa Ninita, anexo ao Palácio Rio Negro em Manaus. As sessões ocorrem neste sábado, 18 de abril de 2026, partir das 18h30.

A programação é livre para todos os públicos e reúne curtas-metragens produzidos por indígenas, durante oficinas de formação audiovisual, realizadas em comunidades da capital amazonense.

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Foto: Divulgação

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SOBRE A MOSTRA ‘OLHAR INDÍGENA’

Organizada pelo cineasta Diogo Ferreira, a mostra é resultado de um projeto contemplado em duas edições do programa Manaus Faz Cultura.

A iniciativa tem como principal proposta levar a produção cinematográfica para dentro das comunidades, capacitando moradores para que contêm suas próprias histórias a partir de suas vivências e perspectivas.

Segundo o produtor e diretor geral do projeto e da mostra, Diogo Ferreira, o diferencial do projeto está justamente na construção de um cinema feito “de dentro para fora”.

“A ideia é que os próprios moradores sejam os agentes do audiovisual, trazendo o olhar da comunidade, e não um olhar externo sobre ela”, destaca Diogo Ferreira.

A programação reúne seis produções realizadas entre 2023 e 2024, em diferentes territórios indígenas, como o Parque das Tribos, comunidade Waikiru, Aldeia Gavião e Aldeia Três Unidos. Entre os destaques está o curta inédito na mostra ‘Mapinguari’ (2023), que apresenta uma narrativa inspirada na mitologia amazônica a partir da perspectiva de jovens indígenas.

Também integram a exibição os filmes “Nusoken: Nosso lugar, nossa Waikiru” (2023), “Impacto” (2023), “A Caça” (2023), “Valentes” (2023) e “Tawa Hywi” (2024), compondo um panorama diverso de histórias, vivências e tradições.

SINOPSE DOS FILMES

  • Mapinguari (2023 | 3 min): Um jovem descrente das lendas de seu povo desafia seus amigos ao propor uma prova de coragem envolvendo a entidade mitológica Mapinguari, questionando os limites entre crença e realidade.
  • A Caça (2023 | 4min53s): Um jovem indígena, obcecado pela caça, ignora os alertas sobre o protetor da floresta. Ao desafiar esses avisos, ele se depara com as consequências de suas escolhas.
  • Impacto (2023 | 2min32s): Durante uma caçada, um jovem encontra algo inesperado, um avião, e decide segui-lo, iniciando uma jornada que transforma sua visão de mundo.
  • Valentes (2023 | 4min02s): Um grupo de jovens compartilha histórias de visagens e acontecimentos misteriosos às margens de um igarapé, em uma disputa entre imaginação e possíveis verdades.
  • Nusoken: Nosso lugar, nossa Waikiru (2023 | 23min01s): O documentário apresenta a importância da escola de língua materna para a comunidade Waikiru, destacando identidade, educação e desenvolvimento coletivo.
  • Tawa Hywi (2024 | 14min14s): Produzido na Aldeia Gavião, o filme retrata o cotidiano e a cultura do povo Sateré-Mawé, evidenciando o protagonismo indígena na construção de narrativas audiovisuais.

DIÁLOGO INTERCULTURAL

Realizada no mês de abril, em homenagem ao período dedicado aos povos indígenas, a mostra chega à sua terceira edição consecutiva, consolidando-se como um espaço de visibilidade para produções independentes e comunitárias.

Ao reunir indígenas e não indígenas na plateia, o evento promove o diálogo intercultural e valoriza a diversidade de narrativas presentes na Amazônia.

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