Cineasta amazonense participa do Festival Visões Periféricas com documentário ‘Confluência dos Olhos D´Água’
Evento ocorre de 23 a 26 de julho de 2026, no Rio de Janeiro.
20/07/2026 10:13
Com informações da assessoriaA cineasta amazonense Keila-Sankofa participa do ’19º Festival Visões Periféricas’ com documentário ‘Confluência dos Olhos D´Água’. O evento ocorre de 23 a 26 de julho de 2026, no Rio de Janeiro.
A programação gratuita presencial e online reúne trabalhos de todo o Brasil e evidencia a potência criativa do cinema produzido fora dos grandes centros, por realizadores independentes.
LEIA MAIS: Grupo Jurubebas apresenta espetáculo ‘Tucumã & Buriti – As brocadas do Tarumã-Açu’ em Manaus

Participe do grupo do Portal Edilene Mafra no WhatsApp 📲
SOBRE O FESTIVAL
Pioneiro na difusão do cinema nacional produzido fora dos grandes centros, o 19º Festival Visões Periféricas inicia no dia 23 de julho a exibição de 69 produções selecionadas entre 856 inscrições — número 70% maior do que em 2025.
A noite de estreia será com uma homenagem ao projeto Vídeo nas Aldeias, com a exibição do longa Arquivo Vivo, de Vincent Carelli e Ana Carvalho. A programação gratuita segue até 26 de julho, reunindo obras de 18 estados, das cinco regiões do país. Tocantins desponta com duas produções sobre o povo Xerente.
Segundo os curadores Lukas Nascimento, Quézia Lopes, Olinda Tupinambá e Wilq Vicente, nessa edição as produções abarcam principalmente narrativas ligadas a mulheres, memória, identidades de gênero, culturas de terreiro, apagamentos históricos, vida nas cidades, questões ambientais e precarização do trabalho. Os filmes escolhidos foram divididos em sete mostras, sendo quatro competitivas e duas não competitivas. Um júri escolherá uma obra de cada mostra competitiva como vencedora. Haverá também o prêmio de melhor filme eleito pelo júri popular.
Entre as mostras competitivas estão Fronteiras Imaginárias (obras de até 25 minutos produzidas por realizadores independentes); Cinema da Gema (filmes de até 25 minutos produzidos no Estado do Rio de Janeiro); Panorâmica (médias e longas-metragens com duração mínima de 40 minutos); e Visorama (produções de até 15 minutos realizadas em projetos de formação audiovisual no ensino básico, médio ou em iniciativas do terceiro setor). Entre as mostras não competitivas estão: ICPLAY, com curtas especialmente selecionados para exibição na plataforma Itaú Cultural Play; Informativa, com filmes de longa-metragem; e a Mostra Visões do Amanhã, que inclui produções voltadas para o público infanto-juvenil.
Haverá também acesso aos filmes por streaming. Uma seleção especial será exibida exclusivamente na plataforma gratuita da Itaú Cultural Play, de 23 de julho a 6 de agosto. Outra possibilidade é a mostra Visorama online.
Entre as atividades do festival se destaca também o Visões Lab, laboratório gratuito de desenvolvimento de projetos audiovisuais, dedicado à formação, articulação de mercado e aprimoramento de projetos cinematográficos, a ser realizado entre 21 e 26 de julho de 2026, paralelamente às mostras.
O Festival Visões Periféricas é um projeto da Supimpa Produções Artísticas e Culturais, com patrocínio do Banco Itaú e apoio do Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, e RioFilme, órgão que integra a Secretaria de Cultura da Prefeitura do Rio, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc. A programação completa, incluindo sessões com legendas descritivas e Libras, pode ser conferida no site do evento.
PARTICIPAÇÃO DO AMAZONAS
Nascida na Amazônia e moradora de Manaus, a cineasta e artista visual Keila-Sankofa entra na programação do festival com “Confluência dos Olhos D´Água”, um documentário sobre o encontro entre progresso e ancestralidade, tendo as águas como manifestação.
O filme aborda os saberes do povo Pankararu, comunidade indígena migrante do Nordeste brasileiro, e sua resistência histórica às margens do Rio Pinheiros há mais de oito décadas, na cidade de São Paulo, desafiando o silenciamento e o apagamento da grilagem urbana.
No filme, Keila estabelece uma união entre saberes de populações negras e indígenas da Amazônia e dos Praiá, entidade espiritual do povo Pankararu. O elemento condutor do encontro é a cuia, fruto da cuieira, usada em instrumentos musicais, utensílios domésticos e rituais espirituais em culturas indígenas e afrodiaspóricas. A circulação desse trabalho foi contemplada pelo 2o Ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Governo Federal – Manauscult – Concultura.
SOBRE O FILME DA AMAZONENSE KEILA-SANKOFA
Confluência dos Olhos D’Água
Doc | 13’ | AM | 2026 | Livre
Direção: Keila-Sankofa
Sinopse: Confluência de Olhos D’Água é um documentário que recorta o encontro entre o progresso e a ancestralidade, tendo as águas como manifestação.
A aparição Cabeça de Cabeças é uma reinscrição sobre as populações negras e indígenas na Amazônia; a conexão com o povo indígena do Nordeste – os Pankararu – se dá diante do Rio Pinheiros na cidade de São Paulo.
Esse encontro deságua como resistência de quem decide permanecer, mesmo diante da grilagem urbana, do descaso com o corpo-morada e suas fontes de vida. Mesmo com as águas paradas a questão sobressai, o rio ainda está vivo?