Manaus, 22 de julho de 2026

Cinema

Curta-metragem ‘Alexandrina -Um relâmpago’ chega ao ‘Solar Festival 2025’ na Suíça

Exibição ocorre no dia 28 de julho.

Com informações da assessoria

O Curta-metragem ‘Alexandrina – Um relâmpago’ dirigido por Keila-Sankofa chega ao ‘Solar Festival 2025’, em Zurique na Suíça. Após percorrer museus, festivais e centros culturais dentro e fora do Brasil, a obra integra a programação, com exibição marcada para o dia 28 de julho.

Na mostra ‘Edição Amazônia’, dedicada à crise climática e à potência da arte decolonial, o filme se destaca por sua linguagem inventiva e política.

Alexandrina, mulher negra amazônida, emerge como protagonista de uma história que questiona os apagamentos da história oficial e reafirma a beleza radical de um corpo que resiste.

“Essa é a imagem mais próxima do que poderia ter sido, se a violência colonial não tivesse atravessado aquele corpo”, afirmou Keila-Sankofa.

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Foto: Divulgação

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FILME

O filme nasce como resposta à escassez de registros respeitosos sobre a população negra na história da Amazônia. É cinema, mas também instalação, manifesto e semente de futuro.

Ao longo de sua trajetória, ‘Alexandrina – Um relâmpago’ tem reafirmado sua potência política e estética, conquistando premiações em diversos festivais:

  • Melhor Edição de Som no Cine PE
  • Melhor Direção de Arte e Melhor Direção no Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte,
  • Prêmio Leda Maria Martins na categoria Ancestralidade, em Minas Gerais, e o Prêmio de Aquisição no Diário Contemporâneo de Fotografia, no Pará.

SOLAR FESTIVAL

O Solar Festival, com o tema “Arte e Cultura como Catalisadores para uma Consciência Transformadora”, propõe diálogos entre ancestralidade, tecnologia e meio ambiente.

A presença de Alexandrina, no filme e no imaginário, reforça o protagonismo feminino na defesa da floresta e da memória coletiva.

“Ela está em todos os lugares”, diz a historiadora Patrícia Melo, cuja pesquisa inspirou o filme. “Alexandrina ilumina os esquecimentos e nos devolve o lugar de protagonistas da nossa própria história.”

Em Zurique, o cinema amazônico afirma que há memórias que relampejam e acendem o mundo.

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