Manaus, 17 de junho de 2026

Cinema

Cineclube seleciona curtas produzidos por mulheres do Norte, indígenas e LBTQIA+

Realizadoras poderão enviar os filmes até o dia 26 de março.

Da redação

O Cineclube Patrícia Ferreira Pará Yxapy está selecionando curtas-metragens de mulheres da Região Norte, indígenas e LBTQIA+. As mulheres realizadoras poderão enviar os filmes sobre qualquer temática até o dia 26 deste mês de março. A curadoria será realizada pela roteirista, diretora e produtora executiva Elen Linth.

Podem participar mulheres cineastas, nortistas, indígenas, lésbicas, bissexuais, trans, travestis, intersexuais e não bináries.

Conforme a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), o cineclube vai exibir as produções em formato online na segunda quinzena de abril. O projeto foi criado pela Oca Produções, em parceria com Eparrêi Filmes.

A proposta foi contemplada no edital Prêmio Feliciano Lana, realizado pela SEC-AM, como parte das ações da Lei Aldir Blanc no Amazonas.

Arte: Divulgação

Como participar

Para participar, é necessário enviar o link do filme (pelas plataformas Vimeo, YouTube ou Google Drive) para o e-mail [email protected], com as informações sobre sinopse, ficha técnica e lista de mostras e festivais em que foi exibido (se houver).

O resultado será anunciado no dia 28 de março, no Instagram do cineclube (@cineclubeyxapy).

‘Mulheridades’

O cineclube é oltado para o tema ‘mulheridades’ e faz homenagem à cineasta contemporânea Patrícia Ferreira Pará Yxapy. Indígena da etnia Mbyá-Guarani, ela é uma das mulheres de representatividade no cinema brasileiro e com forte reconhecimento internacional.

O projeto tem como objetivo levar formação para público, fomentar a distribuição e a visualização das produções realizadas por cineastas mulheres. O evento também vai promover rodas de conversas entre as diretoras e os participantes.

A produtora executiva de cinema e audiovisual Sarah Pimentel, proponente do projeto, explicou que a ideia surgiu de suas experiências na área. O trabalho em projetos realizados majoritariamente por mulheres também foi uma inspiração. Ela buscava equidade de gêneros.

“Queremos conseguir um mercado mais igualitário entre gêneros e representativo, fazer essa difusão de cineastas mulheres e também discutir as vivências delas, as ‘mulheridades’ que as perpassam em rodas de conversa sempre mediadas por uma ativista social ou uma educadora. Queremos falar dessas questões através do cinema”, destaca.

Exibições

As exibições vão ser organizadas organizadas em três eixos: Mulheres do Norte, Mulheres Indígenas e Mulheres LBTQIA+. Serão selecionados 12 filmes, sendo que em cada sessão o projeto vai exibir quatro curtas.

Para o eixo ‘Mulheres do Norte’, serão selecionados filmes dirigidos por mulheres dos estados da Região Norte, dando preferência para curtas do Estado do Amazonas.

Para a sessão ‘Mulheres Indígenas’, vão ser selecionadas produções realizadas por cineastas indígenas independentemente de seu território.

O eixo ‘Mulheres LBTQIA+’ contará com filmes de mulheres lésbicas, bissexuais, trans, travestis, não bináries e intersexuais de qualquer região do país.

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