Cruzar a pé ou de bicicleta paisagens que misturam a resiliência da Caatinga, a exuberância da Mata Atlântica e a diversidade do Cerrado: essa é a proposta da recém-lançada trilha Caminhos da Ibiapaba, um percurso de 180 quilômetros que conecta o Piauí ao Ceará. Conheça.
Muito mais do que uma rota de ecoturismo e aventura, a iniciativa desponta como um novo motor de desenvolvimento sustentável para a região.
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Dividida em 13 trechos, que integram os municípios cearenses de Tianguá, Ubajara e Ibiapina, além das cidades piauienses de São João da Fronteira, Brasileira e Piracuruca, a rota liga três importantes unidades de conservação:
- Parque Nacional de Sete Cidades (PI),
- Parque Nacional de Ubajara (CE) e a
- Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Ibiapaba (CE e PI).
A trilha Caminhos da Ibiapaba é uma das 22 rotas homologadas pela Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas), política pública coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com o Ministério do Turismo. É a primeira do gênero a cruzar a Caatinga.
CONHEÇA A TRILHA
Ao longo do caminho, 100% sinalizado com o padrão nacional caracterizado pelas famosas pegadas amarelas e pretas.
Os visitantes mergulham em mirantes, cachoeiras e sítios arqueológicos, enquanto as comunidades locais ganham novas oportunidades de trabalho e renda com a oferta de serviços, alimentação e hospedagem.
Com a garantia de uma navegação segura tanto para quem prefere a aventura autônoma quanto para os que optam pelo enriquecedor acompanhamento de guias locais, a trilha já se consolida como um produto turístico estruturado, com operadores, condutores de visitantes e ampla rede de hospedagem cadastrada como parceira.
Meios de hospedagem e empreendimentos gastronômicos foram mapeados e convidados a integrar a iniciativa, recebendo placas oficiais de identificação e adesão ao projeto.
O projeto de implementação do primeiro percurso de longo curso a cruzar a Caatinga foi desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) junto aos governos locais, com apoio do programa GEF Terrestre, uma iniciativa do MMA financiada pelo Global Environment Facility (GEF), tendo o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) como parceiro executor e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora.