O peixe-boi da Amazônia mais bonito do mundo, o Kinjá, completa 21 anos de vida e ficará no tanque de exposição do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI). A visitação ocorre até esta quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025.
A entrada no local é gratuita, mais é necessário realizar agendamento pelo site neste link: (https://bosquedacienciaam.wixsite.com/agendamento).
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A atividade comemora a trajetória de Kinjá, mas principalmente busca conscientizar a população sobre a importância de conhecer e proteger essa espécie Amazônica ameaçada.
A coordenadora do Projeto Peixe-boi do Inpa, que recebe apoio do Fundo de Conservação do SeaWorld & Busch Gardens, Vera da Silva, explica que o peixe-boi da Amazônia é a única espécie dentre os sirênios que possui uma mancha branca ou rosada na barriga.
“Esta característica contribui para o manejo no cativeiro porque cada indivíduo possui uma mancha única, funcionando como uma impressão digital e que ajuda na identificação de cada animal”.
KINJÁ
Nascido em cativeiro no Inpa em fevereiro de 2004, Kinjá é filho da fêmea Boo e do macho Tupy.
O charme desse peixe-boi é devido à marcante mancha branca que se estende da barriga, passa pela nadadeira peitoral e vai até o focinho, característica que, segundo especialistas, o torna o peixe-boi da Amazônia mais bonito.
PROJETO PEIXE -BOI DO INPA
O projeto peixe-boi do Inpa existe desde 1974 e a primeira reprodução em cativeiro aconteceu em 1998, com o nascimento do filhote macho Erê.
Segundo da Silva, a reprodução da espécie começou a dar certo por conta da mudança no manejo e alimentação dos animais.
“A reprodução em cativeiro do peixe-boi da Amazônia está dominada e conhecida graças as pesquisas pioneiras realizadas pelo Instituto há mais de 40 anos, porém não é realizada há 10 anos por conta da grande quantidade de filhotes órfãos de peixes-bois que recebemos anualmente, há mais de 10 anos que não permitimos a reprodução da espécie no Inpa. Resgatamos em média de 10 a 15 peixes- bois por ano, por isso agora as fêmeas são separadas dos machos”, explica a bióloga que é doutora em Ecologia e Reprodução de mamíferos aquáticos pela Universidade de Cambridge (UK).
O Projeto Peixe-boi recebe apoio financeiro do Seaworld por meio do Fundo de Conservação do SeaWorld & Busch Gardens, para realizar as ações de manejo, readaptação à natureza, soltura nos rios e monitoramento dos animais soltos.