A ópera ‘Yerma’, de Heitor Villa-Lobos, resultado de uma coprodução inédita entre quatro grandes instituições: o Auditorio de Tenerife, o Teatro de la Zarzuela (Madri), o Festival Amazonas de Ópera (Manaus) e o Festival de Ópera do Theatro da Paz (Belém) — um marco de colaboração cultural real entre Brasil e Espanha, chegou à Europa este mês.
Baseada na tragédia homônima de Federico García Lorca, estreou em outubro de 2025, no Auditório de Tenerife, marcando a temporada europeia da versão revisada da obra e sua primeira apresentação na Espanha.
LEIA MAIS
- Victor Xamã, integra a trilha da nova série da Netflix com a faixa ‘Federais’
- Bruce Springsteen no cinema: um retrato denso, introspectivo e exaustivo

Participe do grupo do Portal Edilene Mafra no WhatsApp 📲
UMA IDEIA NASCIDA EM MANAUS
O projeto nasceu em Manaus, em 2023, durante a conferência anual da Ópera Latino-América.
A partir desse encontro, o Teatro Amazonas e o Auditório de Tenerife iniciaram as primeiras conversas sobre “Yerma”.
Pouco depois, somaram-se o Teatro de la Zarzuela e o Festival de Ópera do Theatro da Paz, consolidando uma parceria institucional sem precedentes entre as duas nações.
A presença do maestro Luiz Fernando Malheiro em Tenerife foi viabilizada pelo apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
PRODUÇÃO BINACIONAL
Com direção musical de Luiz Fernando Malheiro e encenação do espanhol Paco Azorín, ‘Yerma’ reúne artistas e técnicos de ambos os países em uma produção inteiramente binacional.
A soprano Berna Perles interpreta o papel-título, acompanhada por solistas brasileiros e espanhóis e pelo Coro Titular Ópera de Tenerife–Intermezzo.
A estreia em Tenerife, aplaudida por mais de 1.600 espectadores, foi recebida como um acontecimento histórico, abrindo caminho para a circulação da ópera pelos teatros parceiros: Manaus (Festival Amazonas de Ópera), Belém (Festival de Ópera do Theatro da Paz) e Madri (Teatro de la Zarzuela), onde a montagem encerrará sua rota em 2027, como parte das comemorações do centenário de Lorca.
‘Yerma’ é a prova de que a música brasileira tem voz e lugar no mundo. E é um privilégio ver essa ponte artística nascer da Amazônia”, conclui Malheiro.