Manaus, 5 de julho de 2026

Música

Foto: Bruna Callegari
Foto: Bruna Callegari Foto: Bruna Callegari

‘Suraras do Tapajós’ desembarcam em Manaus com shows, oficinas e outras atividades gratuitas

Programação ocorre de 23 a 25 de julho.

Com informações da assessoria

As vozes das mulheres indígenas Suraras do Tapajós’ que revolucionaram o carimbó desembarcam em Manaus entre os dias 23 a 25 de julho de 2026 com a turnê nacional ‘Suraras do Tapajós – Mulheres Indígenas, a Voz da Resistência’. O projeto celebra os oito anos de trajetória do primeiro grupo de carimbó do Brasil formado exclusivamente por mulheres indígenas.

A programação reúne shows, oficinas, rodas de conversa e atividades formativas gratuitas, promovendo uma imersão na cultura originária e na ancestralidade amazônica.

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Foto: Bruna Callegari

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AGENDA EM MANAUS

23 DE JULHO

Oficina

A abertura da agenda em Manaus acontece no dia 23 de julho, no Espaço Cultural Muiraquitã, no Centro de Manaus, com uma oficina prática de carimbó, um laboratório técnico de som voltado para jovens e um show intimista das Suraras do Tapajós.

A programação segue nos dias seguintes com debates sobre cultura indígena, sustentabilidade e moda consciente, além de uma feira de artesanato indígena.

Show

O espetáculo leva ao palco uma experiência que une música, espiritualidade e ativismo, transportando o público para o território do povo Borari, em Alter do Chão (PA).

O repertório reúne composições autorais do álbum A Força Que Vem das Águas e homenagens a nomes consagrados da cultura paraense, como Dona Onete. Curimbós, banjos e maracas de cuia embalam canções interpretadas em português e em Nheengatu, enquanto coreografias coletivas, grafismos corporais em jenipapo, figurinos artesanais e o tradicional banho de cheiro completam a experiência sensorial.

Mais do que um espetáculo musical, as Suraras do Tapajós utilizam a arte como instrumento de afirmação cultural, defesa ambiental e fortalecimento da presença feminina em uma manifestação historicamente marcada pela predominância masculina. “Sempre que subimos num palco, representamos nosso povo e nossa região: somos um território encontrando outros. Cantamos em defesa do rio, da floresta, das mulheres e dos povos indígenas. É uma luta árdua e é também uma grande celebração. Nossa resistência é pela alegria, pela tradição”, afirma Val Munduruku, ativista socioambiental, artista, gestora pública e presidente da Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós.

24 E 25 DE JULHO

Além das apresentações, o projeto aposta na formação de novos públicos e no intercâmbio entre coletivos indígenas.

  • No dia (24/7), o Casarão Muiraquitã recebe uma roda de conversa voltada ao diálogo entre lideranças e artistas locais.
  • Já no dia (25/7), o espaço promove uma oficina de moda consciente, abordando processos produtivos alinhados ao respeito aos ciclos da natureza.

Durante toda a programação, haverá tradução em Libras, audiodescrição nos shows, estrutura acessível para pessoas com deficiência e ações de sustentabilidade em parceria com iniciativas de reciclagem e com o Movimento Amazônia de Pé.

VOZES DAS MULHERES INDÍGENAS

Criado em 2018, o grupo consolidou sua trajetória em importantes palcos da música brasileira, como o Coala Festival, a Virada Cultural de São Paulo e a celebração dos 50 anos do Rock in Rio.

No exterior, as Suraras do Tapajós realizaram turnês pela França, Finlândia e Portugal e participaram de agendas ligadas às discussões climáticas durante a COP30, em Belém.

A circulação nacional é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio master da Petrobras, realização da agência e selo Alter do Som, em parceria com o Ministério da Cultura e o Governo Federal

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