Manaus, 19 de julho de 2026

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Foto: Noir Miranda/Sema
Foto: Noir Miranda/Sema Foto: Noir Miranda/Sema

Projeto comunitário devolve filhotes de quelônios à natureza no Parque Matupiri

Ação faz parte dos trabalhos de monitoramento conduzidos pela Sema.

Com informações da assessoria

Monitores ambientais do Parque Estadual Matupiri, Unidade de Conservação gerida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), realizaram a soltura de 185 filhotes de irapuca (Podocnemis erythrocephala), no domingo, 9 de fevereiro de 2025.

A ação faz parte dos trabalhos de monitoramento contínuo de quelônios conduzidos pela Sema.

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Foto: Noir Miranda/Sema

O Parque Matupiri possui 513.747 hectares de extensão, abrangendo os municípios de Borba e Manicoré (respectivamente, a 151 e 332 quilômetros de Manaus).

O acesso ao local da soltura é feito pelo ramal Manicoré, na rodovia BR-319. Equipes no local atuam na proteção da chocadeira e na reintrodução dos filhotes na natureza.

MONITORAMENTO

O trabalho de preservação dos quelônios começa no mês de agosto, quando os monitores e a equipe do parque percorrem as praias para coletar os ovos.

O evento de soltura também é um reconhecimento aos agentes, que revezam-se a cada 15 dias na base do Parque para, além de outras atividades, cuidar e coletar os ovos de quelônios ao longo de três meses.

“Todo ano fazemos a coleta dos ovos. Vamos às praias aqui do rio Matupiri, onde realizamos a coleta. A gente traz esses ovos e leva até a chocadeira, fazemos a implantação. Hoje estamos aqui na quarta soltura. Começamos esse projeto, foi uma iniciativa nossa mesmo, sempre com a gestão do parque apoiando o projeto, e agradecemos muito por toda essa força”, explicou o chefe dos monitores do Parque, Marcelo Pereira.

Foto: Noir Miranda/Sema

A soltura no Parque Matupiri foi acompanhada pela técnica ambiental e ponto focal do monitoramento de quelônios da Sema, Géssica Nascimento. Ela destacou a relevância da atividade em toda a região amazônica.

“Esse trabalho é desenvolvido em 23 Unidades de Conservação, tanto o monitoramento da biodiversidade quanto o monitoramento de quelônios. De 2018 para cá, já somam mais de 2 milhões de quelônios soltos na Amazônia, e acredito que já tenha ultrapassado esse valor. Trabalhamos com as mais variadas espécies, irapuca, tracajá, tartaruga-da-amazônia, iaçá, cabeçudo”, afirmou.

As Unidades de Conservação seguem um cronograma alinhado de monitoramento e soltura, acompanhado por técnicos e especialistas ambientais. Para a monitora, participar da atividade é uma experiência gratificante.

“As UCs coincidem nesse período de monitoramento, tanto o monitoramento quanto a soltura, e na maior parte do tempo a gente consegue acompanhar. É muita satisfação, que pena que eu não estou desde quando começou. Mas, nos anos em que atuo, posso ver que é um trabalho muito bonito, bem satisfatório de fazer, e vale super a pena”, completou.

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