Este mês, a campanha do Dezembro Vermelho intensifica, em todo o Brasil, a conscientização sobre infecções sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis, em um período marcado por festas, verão e maior exposição a riscos. A iniciativa busca informar a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento, combatendo mitos que ainda circulam e dificultam o controle dessas doenças.
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Entre as crenças mais comuns estão a suposta transmissão do HIV em banheiros públicos ou por picadas de mosquito, o que não procede, já que o vírus não sobrevive fora do corpo humano nem se replica em insetos. Em contrapartida, especialistas alertam para riscos reais frequentemente subestimados, como o sexo oral sem proteção, que pode transmitir sífilis, gonorreia, herpes e HPV, tornando o uso de preservativos fundamental em todas as práticas.

Outro ponto de atenção é o avanço da sífilis no país, que voltou a apresentar altas taxas de incidência, inclusive entre gestantes, aumentando os casos de sífilis congênita. Embora a doença tenha diagnóstico simples e cura com penicilina, a falta de testagem precoce contribui para complicações e para a manutenção da cadeia de transmissão.
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TRATAMENTO ADEQUADO
No caso do HIV, a ciência consolidou o conceito de que pessoas em tratamento regular e com carga viral indetectável não transmitem o vírus por via sexual, reforçando a importância do diagnóstico e do acesso ao tratamento. Para especialistas, ampliar a informação de qualidade, reduzir o estigma e incentivar a testagem são medidas essenciais para alcançar as metas globais de controle da epidemia e fortalecer a saúde pública.