Manaus, 17 de junho de 2024

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Foto: Boi Caprichoso/Divulgação
Foto: Boi Caprichoso/Divulgação Foto: Boi Caprichoso/Divulgação

Boi Caprichoso entrega cestas básicas a venezuelanos deixados no Porto de Parintins

Grupo foi deixado por embarcação que tinha como destino Santarém (PA).

Da redação

O Boi Caprichoso entregou cestas básicas a indígenas do povo Warao. O grupo de venezuelanos foi deixado no Porto de Parintins, no Amazonas, na quinta-feira (25/3), por uma embarcação que tinha como destino a cidade de Santarém, no Pará.

A ação solidária foi realizada depois que o presidente da associação cultural, Jender Lobato, soube que o os venezuelanos foram deixados na cidade. Os 19 indígenas tiveram os direitos violados por não prosseguirem viagem até Santarém, onde encontrariam outros familiares.

O diretor administrativo do Boi Caprichoso, Diego Mascarenhas, entregou as cestas básicas no centro de assistência social da Prefeitura de Parintins. Segundo o presidente do Conselho de Artes do bumbá, Ericky Nakanome, as doações beneficiaram seis mulheres, seis homens e oito crianças.

“O presidente do bumbá assegura que o Boi Caprichoso sempre defendeu os povos da terra e, no ano passado, no início da pandemia da Covid-19, contemplou indígenas residentes na cidade, assim como destinou cestas básicas para uma das lideranças do povo Sateré-Mawé que contribuiu com algumas aldeias”, ressaltou o Caprichoso.

Cestas básicas foram entregues ao centro de assistência social da Prefeitura de Parintins. Foto: Boi Caprichoso/Divulgação

Venezuelanos

De acordo com o Caprichoso, o grupo saiu de Tucupita, na Venezuela, e entrou no Brasil pela cidade de Pacaraima, em Roraima.

O bumbá informou que os indígenas venezuelanos pagaram R$ 4 mil, em Manaus, para a embarcação. Passagens e alimentação estavam inclusos no serviço para transportá-los até a cidade de Santarém. “Porém, a viagem do grupo ao Pará foi interrompida no Porto de Parintins e se transformou em pesadelo, sem haver reembolso do dinheiro por parte do barco”, disse o Caprichoso.

Os indígenas venezuelanos foram abrigados no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) até retornarem a Manaus na madrugada deste sábado (27/3).

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