Manaus, 7 de agosto de 2022

Festival de Parintins

Foto: Bruno Zanardo/Secom
Foto: Bruno Zanardo/Secom Foto: Bruno Zanardo/Secom

Caprichoso canta ‘Amazônia-Festeira’ e encerra 55° Festival de Parintins

A última noite do festival foi neste domingo (26/6).

Com informações da assessoria

O Boi Caprichoso encerrou, na noite deste domingo (26/6), o Festival de Parintins de 2022. No retorno histórico da festa após dois anos de hiato, o azul e branco trouxe o subtema ‘Amazônia-Festeira: o clamor da cura’, último ato do espetáculo ‘Amazônia: nossa luta em poesia’.

O festival é realizado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC). Esta foi a 55ª edição do evento.

Boi Caprichoso. Foto: Bruno Zanardo/Secom

“A experiência Parintins, que foi capitaneada pelo governador Wilson Lima numa ação integrada entre todos os órgãos do Estado, superou as expectativas. Vimos a cidade toda falando do festival, falando dos bois, então já estamos ansiosos para começar a trabalhar para o próximo festival”, pontuou Marcos Apolo Muniz, titular da SEC-AM.

Boi Caprichoso e a galera azul e branca. Foto: Bruno Zanardo/Secom

Espetáculo final

Em ‘Amazônia-Festeira: o clamor da cura’, o Caprichoso mostrou suas raízes identitárias e homenageou o fundador, Roque Cid.

A marujeira Carol Levy, 38, que há 13 anos toca tambor na Marujada de Guerra do Caprichoso, relata que o sentimento de participar do festival do recomeço foi ainda mais forte do que em anos anteriores.

“Todo ano é emocionante, parece que é sempre a primeira vez. Depois de dois anos parados, a emoção está muito maior, a gente está bem animado e felizes da vida por estar aqui”, comemorou a ritmista.

Rainha do Folclore do Boi Caprichoso, Cleise Simas. Foto: Bruno Zanardo/Secom

Na arena do Bumbódromo, o azul e branco celebrou a arte do caboclo parintinense, que no contexto da temática da terceira noite, transformou sonhos e lutas em poesia.

Como Figura Típica Regional (item 15), o bumbá trouxe o ‘Brincador de Boi’, uma homenagem aos caboclos que cresceram participando das festas do Caprichoso como vaqueiros, marujeiros, artistas, tuxauas, bailarinos, brincantes ou torcedores.

Alegoria do Boi Caprichoso. Foto: Bruno Zanardo/Secom

No item 17, Lenda Amazônica, o Caprichoso apresentou ‘Pássaro Primal e o Nascer das aves’, mostrando a crença do povo Kayapó, do Parque do Xingú, de que a vida venceu a morte quando um gavião colossal algoz das aldeias foi martirizado ao lutar contra dois guerreiros gigantes.

No Ritual Indígena (item 4), o Caprichoso fez sua apoteose descrevendo ‘Yanomami Reahú – Festa da Vida-Morte-Vida’, com fundamentação nos contos do xamã e líder político da floresta, Davi Kopenawa. O momento de comunhão e luta pela terra-floresta foi marcado pela participação do líder indígena Yanomami, Dário Kopenawa.

Cunhã Poranga do Boi Caprichoso, Marciele Albuquerque. Foto: Bruno Zanardo/Secom

Apuração

A apuração que vai definir o campeão do 55º Festival Folclórico de Parintins será nesta segunda-feira (27/6), com transmissão ao vivo pela TV A Crítica, a partir das 14h.

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