Mais de 300 artistas e colaboradores foram atendidos durante dois dias na Estação do Trabalhador Caprichoso, em Parintins, no Amazonas. Voluntários do Conselho de Arte e das diretorias de Comunicação e Eventos orientaram os artistas sobre documentos, portfólio e o cadastro no auxílio estadual para trabalhadores do setor cultural.
As inscrições no auxílio estadual encerraram nessa quarta-feira (12/5). O Governo do Amazonas vai disponibilizar R$ 600 aos contemplados. Saiba mais aqui.
Segundo o bumbá, a criação da Estação do Trabalhador Caprichoso é uma proposta de Jender Lobato, presidente do boi azul. O espaço tem o intuito de contribuir com os artistas azulados afetados pela pandemia da Covid-19, para que a classe possa buscar outras maneiras de conquistar receita neste período de recesso do calendário cultural do Amazonas.

“Essa ação não foca apenas no auxílio cultural estadual, mas também para eles conheçam e busquem editais em todo Brasil, entrem em grandes certames para que possam ganhar seu dinheiro”, explicou Jender Lobato.
A costureira Lucenilda Menezes Rodrigues está entre as atendidas. Ela não sabia do auxilio e foi cadastrada na Estação do Trabalhador. Agora, ela aguarda a aprovação do seu nome.
Erivan Tuchê, um dos coordenadores da Cênica, se disse satisfeito com a ação. “O diferencial do nosso boi é esse. Temos uma diretoria preocupada com o artista, com ações humanizadas e próximas do trabalhador”, destacou.
O presidente do Conselho de Arte, Erciky Nakanome, afirmou que o objetivo da Estação do Trabalhador foi alcançado. “O Boi Caprichoso conseguiu atender mais de trezentas pessoas, fazendo que o trabalhador pudesse ter acesso a este momento de vitória da cultura”, ressaltou.

De acordo com o Caprichoso, alguns dos trabalhadores não tinham e-mail e precisaram constituir desde a criação do seu correio eletrônico até a confecção de portfólios. O bumbá afirmou que alguns nomes já foram aprovados.
“O Caprichoso conseguiu auxiliar, cadastrar, e muitos já tiveram respostas de que foram selecionados. Então, neste momento de pandemia, nós não ficamos só no discurso de que ninguém larga, ninguém solta mão de ninguém. Nós nos ajudamos numa ciranda do bem, numa corrente de humanidade, que pra mim é maior que solidariedade, numa aliança em que a gente se apoia para atravessar essa pandemia. Se Deus quiser sairemos todos ilesos, mais fortes e mais unidos”, conclui Nakanome.