Brasil vai sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino da FIFA 2027, um momento histórico para o país e para a valorização das mulheres no esporte. A realização do torneio marca uma conquista construída ao longo de décadas de resistência, após um período em que a prática foi proibida no país pelo Decreto-Lei nº 3.199, de 1941.
Mesmo diante de preconceitos e da falta de estrutura, gerações de jogadoras mantiveram a modalidade viva e abriram caminho para o crescimento e a profissionalização do futebol feminino no Brasil.
Agora, o país se prepara para receber, entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027, a 10ª edição do torneio, que deve impulsionar ainda mais o desenvolvimento da modalidade.
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O Mundial no Brasil representa também um reconhecimento às atletas que ajudaram a construir a modalidade, muitas vezes em condições adversas, jogando em campos improvisados e enfrentando desigualdades de gênero dentro e fora das quatro linhas.
Nos últimos anos, esse cenário vem mudando com a ampliação de políticas públicas e parcerias institucionais voltadas à promoção da igualdade no esporte.
O Ministério do Esporte tem atuado de forma contínua para fortalecer o futebol feminino no país, com ações que incluem o incentivo ao esporte de base, a formação de profissionais e o apoio à realização de competições em diferentes níveis.
Um dos destaques dessas iniciativas são os núcleos de treinamento de futebol feminino. Atualmente, 30 unidades estão em funcionamento em diversas regiões do país, algumas integrando a Estratégia Nacional para o Futebol Feminino. Os espaços oferecem gratuitamente oportunidades de prática esportiva para meninas e adolescentes e beneficia diretamente mais de 2,5 mil participantes.
Em Porto Alegre (RS), funciona o primeiro Centro de Desenvolvimento do Futebol Feminino (CDFF) do Brasil. O projeto recebeu aporte federal de R$ 200 mil e apoio da prefeitura local e atende 120 meninas, entre 13 e 17 anos, com estrutura adequada e ambiente seguro para o desenvolvimento esportivo.
A diretora de Políticas de Futebol e Promoção do Futebol Feminino do Ministério do Esporte, Mariléia dos Santos, a Michael Jackson, destacou que a realização do Mundial deve ampliar ainda mais os impactos positivos da modalidade no país. é uma das referências históricas do futebol feminino brasileiro.
Ex-atleta da Seleção Brasileira, ela ganhou o apelido em função da habilidade e estilo em campo, sendo uma das pioneiras na luta por visibilidade e reconhecimento da modalidade no país. “Todo esse legado vai se intensificar com a realização da Copa 2027. A ideia é descentralizar, para que o impacto do futebol feminino floresça em todos os cantos do país, inspire as mulheres e fortaleça cada vez mais a modalidade”, afirmou.
Histórico das Copas do Mundo Femininas
- 1991 – China – Campeã: Estados Unidos
- 1995 – Suécia – Campeã: Noruega
- 1999 – Estados Unidos – Campeã: Estados Unidos
- 2003 – Estados Unidos – Campeã: Alemanha
- 2007 – China
- 2011 – Alemanha – Campeã: Japão
- 2015 – Canadá – Campeã: Estados Unidos
- 2019 – França – Campeã: Estados Unidos
- 2023 – Austrália e Nova Zelândia – Campeã: Espanha
- 2027 – Brasil