Manaus, 19 de julho de 2026

Dança

Foto: David Martins
Foto: David Martins Foto: David Martins

Bailarino Marcelo Mourão Gomes doa sapatilhas para o acervo do Teatro Amazonas

Sapatilhas ficam expostas na Sala de Música e Dança.

Com informações da assessoria

O bailarino amazonense Marcelo Mourão Gomes renova acervo do Teatro Amazonas, em Manaus, com doação de nova sapatilha. Doação ocorreu nesta quinta-feira, 3 de outubro de 2024.

Marcelo Mourão Gomes, atualmente mora em Dresden, na Alemanha, revelou que o desejo de renovar a doação das sapatilhas já existia há algum tempo, motivado pela necessidade de ter em sua terra natal indumentárias que representem seu momento mais atual.

“Foi em 1999 que eu vim dançar aqui no Teatro Amazonas e deixei minhas sapatilhas. E eu era um artista, uma pessoa completamente diferente do que eu sou agora. Então, eu tinha essa vontade de atualizar as sapatilhas, para as sapatilhas com as quais dancei agora, recentemente”, afirmou o bailarino.

Foto: David Martins

DOAÇÃO DA NOVA SAPATILHA

As novas sapatilhas doadas pelo bailarino foram utilizadas para se apresentar como o príncipe do balé ‘O Quebra-Nozes’, há dois anos, na Alemanha.

A doação, com direito à assinatura e dedicatória realizadas na hora pelo bailarino, aconteceu no salão nobre do Teatro Amazonas.

“Eu também queria fazer uma nova assinatura porque eu acho que é bom a gente manter esse contato com o Teatro Amazonas, ter essa conexão. Sempre quando eu danço aqui é uma grande emoção para mim, é como se eu estivesse dançando na sala da minha casa”, declarou Marcelo.

No Teatro Amazonas, as sapatilhas de Marcelo Mourão Gomes ficam expostas na Sala de Música e Dança e são vistas por todos que realizam a visita guiada à Casa de Ópera.

Como companheiras ilustres, estão as sapatilhas de Margot Fonteyn, Ana Botafogo, Mikhail Baryshnikov e Ana Laguna, todos grandes nomes da dança que passaram pelo palco do Teatro Amazonas.

Foto: David Martins

CONEXÃO COM A TERRA NATAL

Marcelo Mourão Gomes também pontuou que a presença de suas sapatilhas no acervo do Teatro Amazonas tem uma simbologia especial.

“A sapatilha é uma lembrança, né? E eu fico com um pé, dois pés aqui no teatro, mesmo que eu esteja viajando lá para fora, eu fico com essa conexão aqui no Teatro Amazonas, o que, para mim, é muito importante”, disse.

O bailarino, cuja carreira internacional inclui duas décadas no American Ballet Theatre, inclusive ocupando o posto de primeiro bailarino da companhia. Hoje atua na Europa, com base na Alemanha, revelou também o desejo de voltar a dançar no palco do teatro Amazonas.

“Eu sempre tenho como objetivo, dançar aqui o maior número de vezes possíveis. “Estou com um projeto para o ano que vem e vamos ver se isso venha a ser a realidade. Vamos ver”, afirmou.

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