Manaus, 3 de julho de 2022

Cultura

Foto: Secult
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Memorial Verônica Tembé tem espaço dedicado aos povos indígenas, no PA

Objetos refletem hábitos, costumes e saberes de diversas etnias.

Da redação

O memorial Verônica Tembé, na área da antiga Casa da Mata, no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, em Belém, no Pará, foi inaugurado na segunda-feira (11/01). O espaço é dedicado à promoção, valorização e difusão da cultura material e imaterial dos povos indígenas do Estado.

Como primeira mostra, o espaço apresenta peças pertencentes ao acervo do antigo ‘Centro de Valorização do Saber Indígena, Museu do Índio’, que existiu em Santarém, atualmente sob a salvaguarda do Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM) do Pará. A coleção, hoje constituída de mais de 1800 itens, foi catalogada e vem sendo restaurada pelo SIMM. Nas oito vitrines do memorial, 168 objetos refletem os hábitos, costumes e saberes de diversas etnias que residem na região amazônica. 

Objetos refletem hábitos, costumes e saberes de diversas etnias. Foto: Secult

O nome do espaço é uma homenagem à Verônica Tembé – Hai Rong Tuihaw, e é dedicado à primeira cacica dentre os Tembé-Tenetehara, que atuou como notável articuladora política e lhe rendeu o reconhecimento como uma das mais importantes lideranças indígenas da Amazônia paraense, contribuindo diretamente para a consolidação de outras lideranças femininas.

Nascida na aldeia do Cocal, região do Gurupi, em 1917, Verônica foi responsável por reunir os Tembé, então dispersos pela região, em torno de um novo assentamento, a aldeia Teko Haw, a partir da qual atuou de maneira incansável pela preservação da identidade Tenetehara.

Memorial Verônica Tembé fica no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, em Belém. Foto: Secult

Grande conhecedora da medicina tradicional e da história de seu povo, durante décadas foi responsável pela organização das festas e pelo aprendizado dos mais jovens, ensinando a cosmologia e a língua. Sua militância foi essencial para a homologação da Terra Indígena do Alto Rio Guamá (TIARG), em 1993.

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