Manaus recebe ‘Mostra de Cinema e Direitos Humanos’ de 26 a 29 de novembro
Programação é gratuita, e será realizada no Cine Teatro Guarany.
24/11/2025 10:49
Com informações da assessoriaManaus a recebe 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos de quarta-feira a sábado, 26 a 29 de novembro de 2025. A programação é gratuita e será realizada no Cine Teatro Guarany, na Avenida 7 de Setembro, Centro.
A partir do tema ‘Direitos humanos e emergência climática: rumo a um futuro sustentável‘, o evento apresenta filmes e debates que abordam a crise climática, a justiça ambiental e os modos de vida de povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, grupos que são os mais vulnerabilizados pela crise climática, mas também os que guardam as práticas mais sustentáveis.
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SOBRE A MOSTRA
Realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Curso de Cinema e Audiovisual da instituição, a Mostra é uma das principais ações do Governo Federal voltadas à educação e à cultura em direitos humanos, reconhecendo o audiovisual como ferramenta de transformação social.
Em Manaus, o evento tem a produção da Manaus Amazônia Galeria de Arte e conta com o apoio do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.
Neste ano, o evento reforça o diálogo entre cinema, direitos humanos e meio ambiente em 12 capitais brasileiras, em sintonia com as discussões da COP 30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Belém (PA), neste mês de novembro.
A cineasta Sueli Maxakali, liderança do povo Tikmũ’ũn e referência no cinema indígena brasileiro, é a homenageada desta edição. Seu longa mais recente, ‘Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá’ (2025), será exibido na abertura da Mostra em todas as capitais que integram a Mostra.
O filme, codirigido por Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna, narra a busca da cineasta por seu pai, separado da família durante a ditadura militar, e foi premiado em festivais como o de Brasília, o Cachoeira Doc e a Mostra Ecofalante. Confira o teaser AQUI.
FILMES E TEMÁTICAS
A Mostra reúne 21 filmes selecionados pelas curadoras Beatriz Furtado (UFC) e Janaina de Paula, que articulam diferentes perspectivas sobre território, ancestralidade, memória e preservação ambiental.
Entre os destaques estão ‘Curupira e a Máquina do Destino’, da cineasta Janaína Wagner, obra que conecta mito e história recente da Amazônia ao narrar o encontro entre uma curupira e o fantasma de Iracema, personagem do clássico “Iracema, uma transa amazônica” (1974), de Jorge Bodanzky e Orlando Senna. O curta reflete sobre as marcas da exploração e da devastação da floresta, revisitando a chamada “Estrada Fantasma”, aberta durante a ditadura militar no Amazonas.
Outros títulos presentes na Mostra são “Pau D’Arco”, de Ana Aranha, sobre a luta por justiça no Pará; “SUKANDE KASÁKÁ | Terra Doente”, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal, que denuncia a contaminação de terras indígenas por agrotóxicos; e “Amazônia sem Garimpo”, de Tiago Carvalho e Julia Bernstein, uma animação que discute os impactos da mineração ilegal na vida dos povos da floresta.
A programação é estruturada em quatro sessões. Terra/Nêgo Bispo reúne filmes sobre resistência quilombola, violência no campo e enfrentamento a desastres ambientais. Águas/Antônia Melo destaca conflitos hídricos e narrativas de comunidades pressionadas por grandes empreendimentos. Floresta/Raoni homenageia o líder indígena com obras que abordam ameaças à Amazônia, disputas territoriais e imaginários originários. A sessão infantil apresenta filmes que estimulam a imaginação e aproximam as crianças de universos culturais e ambientais, como o longa “Chico Bento e a goiabeira maraviósa”, do diretor Fernando Fraiha, e outras produções voltadas à preservação da natureza.
Todos os filmes contam com janela de Libras e Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE). Após as exibições, haverá debates que contarão com acessibilidade em Libras.
OFICINA
Como parte da programação, a Mostra realiza em todas as cidades uma formação em cinema e direitos humanos, com o tema ‘Imagens do comum: cinema, educação e direitos humanos’.
Em Manaus, a oficina ocorreu nos dias 8 e 15 de novembro, no Ifam, conduzida pela professora e pesquisadora em comunicação Laísa Maida.
Em encontros com um total de nove horas/aula, os alunos foram estimulados a se apropriarem do cinema como ferramenta de afirmação cultural, de preservação de saberes e fazeres tradicionais, de relação sensível com a terra e o território, além da valorização das diferentes identidades e modos de vida que constituem a multiplicidade da sociedade brasileira.
O público prioritário são agentes culturais com atuação em comunidades e territórios periféricos, professoras e professores, pessoas interessadas na relação entre o cinema, a educação e os direitos humanos. Esta proposição se firma pelo desejo de que as metodologias e dispositivos pedagógicos com o cinema possam ser replicados nos espaços educativos e culturais em que os participantes atuam, promovendo a cultura dos direitos humanos em diferentes territórios.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO
QUARTA-FEIRA, 26 DE NOVEMBRO
Sessão de abertura – 18h às 21h – Classificação indicativa: 12 anos
- Coffee break
- Solenidade e falas institucionais
- Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (2024, 90’), com direção Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna
QUINTA-FEIRA, 27 DE NOVEMBRO
Sessão infantil 1 – 14h às 16h30 – Classificação indicativa: Livre
- Amazônia sem Garimpo (2022, 6’50”), direção: Tiago Carvalho e Julia Bernstein
- No Início do Mundo (2025, 7’46”), direção: Camilla Osório
- Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa (2025, 90’), direção: Fernando Fraiha
Sessão Nego Bispo (Terra) – 17h às 19h30 – classificação indicativa: 12 anos
- Eu Sou Raiz (2022, 7’) direção: Cíntia Lima e Lílian de Alcântara
- Ainda Há Moradores Aqui (2025, 42’50”) com direção: Tiago Rodrigues
- Pau D’Arco (2025, 89’), com direção: Ana Aranha
SEXTA-FEIRA, 28 DE NOVEMBRO
Sessão infantil 2 – 14h às 16h30 – Classificação indicativa: Livre
- Ga vī: A Voz do Barro (2021, 10’40”) – Direção: Ana Letícia Meira Schweig, Angélica Domingos, Cleber Kronun de Almeida, Eduardo Santos Schaan, Geórgia de Macedo Garcia, Gilda Wankyly Kuita, Iracema Gãh Té Nascimento, Kassiane Schwingel, Marcus A. S. Wittmann, Nyg Kuita e Vini Albernaz
- Òsányìn: O Segredo das Folhas (2021, 22’) – Direção: Pâmela Peregrino
- Do Colo da Terra (2025, 75’) – Direção: Renata Meirelles e David Vêluz
Sessão Antônia Melo (Águas) – 17h às 19h30 – Classificação indicativa: 10 anos
- Kutala (2025, 5’), direção: Fábio Martins e Quilombo Manzo
- Rio de Mulheres (2009, 21’), direção: Cristina Maure e Joana Oliveira
- Cerrado, Coração das Águas: Conexão Caatinga (2025, 16’46”), direção: Fellipe Abreu e Luis Felipe Silva
- As Lavadeiras do Rio Acaraú Transformam a Embarcação em Nave de Condução (2021, 12’), direção: Kulumym-Açu
- Volta Grande (2020, 27’), com direção: Fábio Nascimento
- Rua do Pescador, Nº 6 (2025, 72’), com direção: Bárbara Paz
SÁBADO, 29 DE NOVEMBRO
Sessão Raoni (Floresta) – 14h30 às 16h30 – Classificação indicativa: 14 anos
- SUKANDE KASÁKÁ | Terra Doente (2025, 30’), com direção: Kamikia Kisedje e Fred Rahal
- Faísca (2025, 12’), com Direção: Bárbara Matias Kariri
- Grão (2020, 16’), com direção: Adriana Miranda
- Curupira e a Máquina do Destino (2025, 25’), com direção: Janaina Wagner
Sessão de encerramento – 17h30 às 19h30 – Classificação indicativa: 12 anos
- Sede de Rio (2024, 72’), com direção: Marcelo Abreu Góis
HISTÓRICO DA MOSTRA
A Mostra Cinema e Direitos Humanos é uma estratégia do Governo Federal para a consolidação da educação e da cultura em Direitos Humanos, entendendo o audiovisual nacional como forte aliado na construção de uma nova mentalidade coletiva para o exercício da solidariedade e do respeito às diferenças.
Criada em 2006, com a finalidade de celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a mostra amplia e diversifica os espaços de informações e debates sobre direitos humanos, por meio da linguagem cinematográfica, tornando-se instrumento valioso de diálogo e transformação para públicos com pouco ou nenhum conhecimento sobre direitos humanos.