Manaus, 19 de junho de 2026

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BASTIDORES: Fuga de Lula veste Parintins com orgulho e pertencimento

Coleção de 2026 traduz ancestralidade, memória afetiva e a paixão de torcedor.

Por Edilene Mafra

Estar no lançamento da nova coleção da Fuga de Lula para o Festival de Parintins 2026 foi como entrar em uma grande resenha entre amigos que compartilham a mesma paixão: brincar de boi-bumbá. Tinha moda, tinha beleza, tinha conversa boa, tinha encontro e, acima de tudo, tinha pertencimento.

Daqueles momentos em que a gente olha ao redor e percebe que todo mundo está na mesma vibração, movido pelo amor ao festival e pela alegria de representar aquilo que acredita.
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A coleção inspirada nos bois Garantido e Caprichoso mostra que vestir vermelho ou azul vai muito além da escolha de uma cor. É identidade. É memória afetiva. É orgulho. Quem ama o Festival sabe: a roupa também fala. Ela diz de onde a gente vem, o que admira e o que ama carregar no peito.

Moda com alma de Parintins

As peças da Fuga de Lula chegam com traços de ancestralidade, grafismos amazônicos, referências urbanas e a essência viva do Festival de Parintins. São roupas pensadas para serem usadas com prazer, porque carregam uma história que o público reconhece. Não é apenas uma camisa bonita. É uma forma de dizer: eu pertenço a essa cultura, eu vivo essa emoção, eu tenho orgulho de representar meu boi.
 
Foi bonito ver como a marca entende esse sentimento. A Fuga de Lula não trata Parintins como tendência passageira. Ela se aproxima da festa com leitura, cuidado e conexão. A coleção conversa com a rivalidade saudável dos bumbás, com o desejo de vestir algo especial e com essa energia que toma conta de quem espera o Festival o ano inteiro.

Entre amigos e paixões

O lançamento teve esse clima gostoso de reencontro. Fiz fotos, abracei amigos, conversei com gente querida e senti que a noite tinha algo muito próprio da nossa cultura: a capacidade de transformar moda em afeto. Parecia menos um evento formal e mais um encontro de velhos conhecidos reunidos pela mesma paixão.
 
E talvez seja exatamente isso que faz uma marca criar laço verdadeiro com o público. Quando a peça desperta orgulho, quando a estampa provoca lembrança, quando a roupa faz alguém se sentir parte de uma história, a moda deixa de ser apenas consumo e passa a ser expressão.

Vestir o que se ama

No fim, saí com a sensação de que a Fuga de Lula acertou ao vestir Parintins a partir do pertencimento. Porque quem ama o Festival não quer apenas assistir. Quer viver, cantar, torcer, sentir e também vestir essa emoção.
 
A gente veste o que acredita. Veste o que admira. Veste o que ama representar. E, quando essa roupa carrega orgulho, memória e identidade, ela passa a fazer parte da própria experiência do Festival.

SOBRE A AUTORA:
Edilene Mafra é jornalista, radialista e doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia. Está à frente do Portal Edilene Mafra e da Amazon Media And Checking, empresas dedicadas à divulgação de cultura, artistas, eventos, turismo e marcas na Amazônia. Ela também é colunista na Rádio CBN Amazônia (Manaus). 

Redes Sociais: @edilenemafra

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