Manaus, 18 de julho de 2026

Bastidores

Foto: Divulgação / Hamyle Nobre
Foto: Divulgação / Hamyle Nobre Foto: Divulgação / Hamyle Nobre

BASTIDORES: Azira’i e o poder da arte que transforma

Memórias, lutas e sentimentos compartilhados.

Por Edilene Mafra

Hoje o Festival de Teatro da Amazônia se despede, encerrando uma edição marcada pela força da cena local e pela celebração da arte amazônica em toda a sua diversidade. E é impossível não voltar à abertura do evento no Teatro Amazonas, com ‘Azira’i – Um musical de memórias’, solo de Zahy Tentehar, produzido pela Sarau Cultura Brasileira.

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Uma experiência que ecoa na lembrança de quem assiste.

Zahy Tentehar interpreta Azira'i no Teatro Amazonas
Foto: Divulgação / Hamyle Nobre

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Idiossincrasias

Em ‘Azira’i’, Zahy transforma memórias em canto, gesto, palavra e silêncio. O espetáculo é uma travessia poética entre o visível e o espiritual, entre o corpo que narra e o espírito que conduz. A presença da mãe da artista (Azira’i), primeira mulher pajé de Cana Brava, no Maranhão, aparece em cena como uma força ancestral que orienta e dá sentido ao caminho.

Desafio ou provocação: a obra bilíngue, em português e ‘ze’eng eté’, vai além do recurso artístico, é afirmação de identidade, resistência e pertencimento. Representa vozes que há séculos preservam o território e o saber dos povos originários

Ver o público indígena emocionado, representado e empoderado foi um dos momentos mais marcantes da abertura do festival. Havia olhares marejados, sorrisos discretos e um sentimento coletivo de reconhecimento e respeito.

Quantas memórias, lutas e sentimentos compartilhados! 

Zahy Tentehar se apresenta no Teatro Amazonas
Foto: Divulgação / Hamyle Nobre

Resistência

Assistir a Azira’i é compreender que o teatro é mesmo espaço de escuta, cura e reencontro. A obra nos lembra que carregamos nossos ancestrais no mais íntimo de nós e que a arte é ponte entre o que somos e o que fomos.

Ao encerrar o Festival de Teatro da Amazônia, fica a certeza de que o evento cumpre um papel essencial: formar público, fortalecer artistas, abrir horizontes e manter o teatro amazônico vivo e resistente.

Que venham mais edições, mais encontros e mais obras como Azira’i’, capazes de fazer o público sentir e perceber que arte emociona, sim, mas, acima de tudo, transforma.

Abertura do Festival de Teatro da Amazônia 2025 - Fetam - Hamyle Nobre
Foto: Divulgação / Hamyle Nobre

Veja momentos da abertura do Festival de Teatro da Amazônia 2025:

Espetáculo Azira’i , com Zahy Tentehar, emociona público do Teatro Amazonas, durante abertura do FTA 2025. Fotos: Divulgação / Hamyle Nobre.

Edilene Mafra é jornalista, radialista e doutora em Amazônia

SOBRE A AUTORA:
Edilene Mafra é jornalista, radialista e doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia. Está à frente do Portal Edilene Mafra e da Amazon Media And Checking, empresas dedicadas à divulgação de cultura, artistas, eventos, turismo e marcas na Amazônia. Ela também é colunista e apresentadora na Rádio CBN Amazônia (Manaus). 

Redes Sociais: @edilenemafra

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