Manaus, 19 de julho de 2026

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Foto: Alonso Jr. e Márcio Oliveira
Foto: Alonso Jr. e Márcio Oliveira Foto: Alonso Jr. e Márcio Oliveira

Espetáculo ‘A Ilha Profana do Cantagalo’ estreia no dia 10 de junho em Manaus

Apresentação ocorre às 19h30, no Buia Teatro Company.

Com informações da assessoria

O espetáculo ‘A Ilha Profana do Cantagalo’ do Grupo Jurubebas de Teatro, estreia no dia 10 de junho de 2025, em Manaus. A apresentação ocorre às 19h30, no Buia Teatro Company, Centro. A entrada é gratuita.

A obra teatral, possui o apoio do programa Rumos Itaú Cultural, e traz reflexões sobre a construção corporal dos animais encantados de Borba. O espetáculo tem a classificação indicativa de 16 anos.

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Elenco do espetáculo ‘A Ilha Profana do Cantagalo’. Foto: Alonso Jr. e Márcio Oliveira

CONSTRUÇÃO DO ESPETÁCULO

Um diálogo das máscaras com o trabalho de construção corporal dos animais encantados que a obra apresenta. Esse é o conceito artístico da estética, dos figurinos, do corpo e da voz do espetáculo.

A montagem tem a cidade de Borba como pano de fundo e o ritmo do Gambá, musicalidade tradicional da região. A companhia prioriza trazer para o público um olhar lúdico e objetivo, ao mesmo tempo em que provoca com a construção não-convencional desses corpos.

“Trata-se de um formato híbrido desse formato, corpo-mascarado, animalesco e, por fim, fincado com as raízes do gambá de Borba”, disse Felipe Maya Jatobá, diretor geral do espetáculo.

Os artistas Aldeir Farias e Henrique Dias assinam os figurinos do espetáculo. Aldeir é um artista parintinense e o responsável por criar as máscaras e escolher a paleta de cores do espetáculo.

“Os tons terrosos também são referência à paleta de cores da comunidade do Acará, onde desenvolvemos a parte fundamental do processo criativo. Montamos uma cenografia que lembra a beira do barranco, as palafitas e isso dialoga com o universo fantástico das encantarias, representadas por essas cores vivas”, destacou Jatobá.

Os figurinos foram confeccionados com materiais em parte reciclado, descartados e que foram reutilizados para confecção de parte das indumentárias. Também foram utilizadas penas artificiais, pedras coloridas e tecidos que lembram pele de animais, tudo de forma sustentável.

ELENCO E MOVIMENTO

Jean Palladino foi escolhido para assumir a direção de elenco e Talita Menezes assume a direção de movimento da montagem.

“A pesquisa de movimentos do espetáculo partiu da provocação da corporeidade animal, para explorar os personagens que, para além de humanos, também precisavam incorporar fisicamente as qualidades, gestos e comportamentos do animal que interpretam. A floresta e ancestralidade também estão presente nas provocações na medida em que estes animais vem de um lugar que um ritmo pulsa e os coloca em movimento”, destacou Talita.

O estudo dos movimentos nos ensaios partiu de exercícios do teatro físico e da dança: a observação e escuta do corpo foi essencial para que os atores fossem se sentindo à vontade para serem desafiados.

“A proposta dos exercícios trazia um desafio que era a resposta corporal dos atores. Assim eles foram criando e entendendo os movimentos que o corpo deles era capaz de fazer: tudo isso foi importante para que fosse construída uma intimidade para a criação da energia animal que trariam para a cena. Outro ponto foi também compreender que cada animal tem um corpo que já conhecemos no senso comum, mas que deveria ser atravessado pela característica dos animais na peça, fazendo com tivesse um comportamento único”, complementou.

Para Jean Palladino, o espetáculo possui uma dramaturgia imagética e cheia de subjetividades que necessitam de uma profundidade dos atores e atrizes no processo.

“Desde o meu primeiro contato, buscamos olhar para micro ações, falas, tensões de cada personagem e situação. O trabalho convoca uma atuação que foge os estereótipos atribuídos à região; procuramos uma fidelidade dos motivos que fazem cada personagem estar em cena junto da bagagem que ele apresenta na narrativa. Direciono o elenco para um trabalho de visualização desse imaginário: eles precisam ver antes de todos nós o que estão contando para, a partir daí, expandir para gestos, fala e movimentações”, pondera ele.

SINOPSE

Na obra, uma criança se ‘encanta’ ao descobrir que sua avó é uma rasga mortalha, lenda do folclore amazônico ligada à morte.

A trama, que envolve fauna e flora, traz um olhar sensível e humano aos seres encantados do imaginário popular, trazendo mitos e lendas em sua abordagem sociopolítica da região do Madeira, assim como os mistérios dos desaparecimentos que ocorrem no meio do rio.

FICHA TÉCNICA

  • Direção Geral e Dramaturgia: Felipe Maya Jatobá
  • Direção de Movimento: Talita Menezes
  • Direção de Arte: Henrique Dias Direção de Elenco – Jean Palladino
  • Direção Musical: Otávio Di Borba
  • Elenco: Robert Moura, Leandro Paz, Paulo Oliveira e Nicka
  • Fotografias: Alonso Jr. e Márcio Oliveira
  • Design Gráfico: Pablo Abritta
  • Assessoria de Comunicação: Laynna Feitoza
  • Oficinas Artísticas: Thaís Kokama, Mara Pacheco e Otávio di Borba Mestre Gambazeiro e Antônio Miguel
  • Produção Executiva: Robert Moura
  • Coord. Produção: Leandro Paz

SERVIÇO

Evento: estreia do espetáculo ‘A Ilha Profana do Cantagalo’ em Manaus
Data: 10 de junho de 2025
Local: Buia Teatro Company, na Rua Dona Libania, nº 300 – Centro (próximo ao Teatro Amazonas)
Horário: 19h30
Entrada: gratuita

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