Manaus, 2 de dezembro de 2022

Coronavírus

Fotos: Reprodução
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Mais artistas fazem mobilização por cilindros de oxigênio para o AM

O cantor Gusttavo Lima informou que enviará 150 cilindros.

Da redação

Depois que o humorista Whindersson Nunes mobilizou a internet para ajudar o Amazonas, diversas personalidades nacionais se manifestaram. O cantor Gusttavo Lima informou que enviará 150 cilindros de oxigênio para Manaus.

O cantor Xanddy, do Harmonia, também se manifestou nas redes sociais. Ele pediu ajuda, e afirmou que, junto com a família, também enviará socorro à capital do Amazonas.

“Manaus faz parte da minha história de forma muito especial. O amor e gratidão que eu e todos do #Harmonia temos por essa cidade é imensurável. Nesse momento tão delicado que Manaus passa, peço de todo coração aos nossos seguidores e torcedores para ajudarem como puderem. Manaus está com falta de oxigênio nos hospitais e por isso muitas vidas estão sendo perdidas para a COVID-19 e outras doenças. Vamos nos unir para vencer mais essa batalha. Eu e minha família estaremos fazendo a nossa parte tbm, pq juntos somos mais fortes!”, escreveu o baiano.

Segundo o humorista Tirulipa, ele, Whindersson e outros amigos já depositaram uma quantia em dinheiro na conta do SOS Manaus. “Manaus precisa urgentemente da gente eu fiz minha parte faça a sua também”, escreveu.

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Falta de oxigênio

Conforme as autoridades locais, o Amazonas enfrenta falta de oxigênio para tratar pacientes internados por complicações da Covid-19. O Governo do Estado destacou que as unidades de saúde de Manaus estão sobrecarregadas e sofrem com a escassez de oxigênio devido ao aumento da demanda nos últimos 15 dias.

Devido à falta de oxigênio, nove pacientes que estavam internados nas unidades da rede pública estadual foram transferidos, na manhã desta sexta-feira (15/01), para continuar o tratamento em Teresina, no Piauí.

O transporte aéreo foi feito pela Força Aérea Brasileira (FAB), que tem atuado na força-tarefa ao lado do Governo do Estado e Ministério da Saúde (MS) no enfrentamento à Covid-19.

Os pacientes saíram dos Hospitais e Prontos-Socorros (HPS) 28 de Agosto e Platão Araújo para receber atendimento no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina. Um segundo grupo de 15 pacientes deve ser encaminhado para São Luís, no Maranhão, também nesta sexta-feira.

O secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde (MS), coronel Luiz Otávio Franco Duarte, que coordena a operação, explicou que os pacientes transferidos têm condições adequadas e o suporte necessário para o transporte.

“São pacientes que ainda continuam dependente do oxigênio, mas eles têm toda a segurança para serem aerotransportados. É muito importante entender que o paciente do Amazonas que subir na aeronave terá toda a segurança e assistência, com cobertura até de assistentes psicossociais para que não haja falha nenhuma”, disse.

Nessa primeira operação de aerotransporte, quatro pacientes apresentaram instabilidade e, por isso, não puderam ser embarcados. Outro paciente desistiu.

De acordo com o Governo do Amazonas, foi realizado estudo de viabilidade técnica para levantar quais estados teriam condições de auxiliar no apoio assistencial, sem que suas redes de saúde fossem muito impactadas.

Números da pandemia

Nesta quinta, o Boletim Diário de Covid-19, edição de nº 286, divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) informou que 3.816 novos casos de Covid-19, em 24 horas. Agora, o Estado totaliza 223.360 casos da doença.

Foram confirmados 51 óbitos por Covid-19, sendo 44 ocorridos no ontem (13/01). Os outros sete óbitos foram encerrados por critérios clínicos, de imagem, clínico-epidemiológico ou laboratorial. Dessa forma, o Amazonas soma 5.930 mortes.

A Prefeitura de Manaus informou que um total de 198 sepultamentos foram registrados nos cemitérios de Manaus, ontem (13/01). Entre as causas das mortes do total de sepultamentos nos cemitérios públicos da capital do Amazonas, 59 foram declaradas como Covid-19, e sete casos suspeitos. Já nos espaços privados foram 28 registros de óbitos pelo novo coronavírus.

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