Manaus, 5 de julho de 2022

Bares e Restaurantes

Foto: Divulgação
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Abrasel-AM fala em onda de demissões e pede data para retorno das atividades no AM

Para a entidade, até agora, não existe um decreto 'justo'.

Da redação

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amazonas (Abrasel-AM) divulgou, na noite deste sábado (6/2), que pediu um data para retorno das atividades no Estado. Segundo a entidade, até agora, não existe um decreto “justo”, e os empresários têm visto “ativismo jurídico” nas ações dos órgãos de controle, o que estaria obrigando o Estado a fechar o comércio. A associação também disse que os empresários se preparam para uma onda de demissões.

A Abrasel-AM informou que membros do conselho da associação estiveram reunidos com o governador do Amazonas, Wilson Lima, na última quinta-feira (4/2). Na ocasião, os empresários entregaram um planejamento com sugestões ao Estado.

De acordo com a entidade, o plano “foi cuidadosamente criado com parâmetros de segurança e com carácter técnico da Abrasel”.

No documento, os empresários pedem a definição de uma data de retorno das atividades. “O setor de alimentação fora do lar é um dos que mais emprega no Brasil, na faixa de 6 milhões de pessoas. O setor está colapsado, sendo muito sacrificado”, disse a Abrasel, em texto enviado à imprensa.

Segundo a entidade, os decretos publicados pelo Governo do Amazonas não ajudaram o setor. “Por mais que se tente fazer um decreto equilibrado, até o momento, não existe um justo para atender todos os setores e que realmente resolva o problema do comércio no Estado”, afirmou.

A associação criticou o fechamento do comércio nos meses de dezembro de 2020 e janeiro de 2021. Segundo a Abrasel, mais de 30% das empresas da alimentação fora do lar já fecharam suas portas definitivamente, durante a pandemia no Amazonas.

Foto mostra representantes da Abrasel-AM em reunião, neste ano. Foto: Divulgação

“O empresário já foi proibido de abrir suas portas em dezembro, que é o mês mais importante. Para ajudar a reerguer uma parte desse prejuízo, eles esperavam uma flexibilização mais ponderada. Em janeiro, os empresários deram férias coletivas as suas equipes na tentativa de aguentar mais um mês, porque as empresas não conseguem mais ficar abertas sem trabalho, sem funcionar”, disse.

Segundo o presidente da Abrasel-AM, Fábio Cunha, é preciso criar medidas para o funcionamento da economia em paralelo à questão da saúde. “O que tem acontecido é uma total inversão de valores que cresce cada vez mais. Temos visto trabalhadores sendo presos, pessoas que geram empregos sendo presas, mesmo as empresas tendo um papel muito importante para a sociedade, que é gerar empregos, pagar impostos e gerar renda para o Estado”, afirmou Fábio.

Conforme a associação, com o fim das férias de janeiro, as empresas se preparam para onda de demissões. “O setor foi o que mais investiu para cumprir nos protocolos de segurança e, até o momento, não há relatos de contágio entre os colaboradores das empresas nos dias de funcionamento”, justificou.

No texto divulgado à imprensa, a Abrasel-AM afirmou que os empresários “têm visto os órgãos de controle fazendo um ativismo jurídico e obrigando o governador fechar” Manaus. Na avaliação da entidade, as restrições não resolveram os problemas de saúde.

“Isso está acontecendo diante de nossos olhos. Estamos vendo o Estado do amazonas sem prioridade nas vacinas. Os órgãos de controle tratam os empresários como números. Eu, como presidente da Abrasel no Amazonas, conheço cada nome, por trás desses números, que estão preocupados por não conseguirem mais honrar os pagamentos nem com seus funcionários. Tenho visto choro dos colaboradores ao serem demitidos que levam a pedir socorro cada vez mais”, disse Fábio Cunha.

A Abrasel-AM também listou os pedidos que fez ao governador na reunião de quinta-feira. Veja, abaixo.

  • Data segura para retorno das atividades em todas as modalidades de atendimento: Salão, Delivery, Coleta, Drive Thru;
  • Adequação das limitações dos protocolos para reduzir danos às empresas;
  • Dias de operação incluindo final de semana;
  • Horário com limitação mais branda;
  • Capacidade de público baseada no distanciamento das mesas;
  • Quantidade de músicos de acordo com capacidade do palco respeitando o distanciamento entre eles;
  • Adequação, ampliação e abastecimentos de EPI dos hospitais da rede pública da capital proporcional à população do estado do Amazonas inteiro;
  • Solicitação de um plano de vacinação mais abrangente diferenciado dos outros estados.

O Estado e os órgãos de controle – o que inclui os tribunais – ainda não se manifestaram.

Decreto mais recente

O decreto mais recente do Governo do Amazonas foi publicado na sexta-feira (5/2), e ficará em vigor por uma semana, desta segunda-feira (8/2) até o próximo domingo (14/2). Esse novo decreto permite que bares e restaurantes abrem das 6h às 22h, apenas nos formatos de delivery e drive-trhu.

O documento também flexibilizou o horário do toque de recolher, que não será mais de 24 horas, mas das 19h às 6h.

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